quinta-feira, 23 de maio de 2013

A História do Tantra

O Tantra é uma filosofia comportamental de características  matriarcais, sensoriais e desrepressoras.
A História do TantraDe onde surgiram essas características? A maior parte das sociedades primitivas não-guerreiras as tinham.
Toda sociedade na qual a cultura não era centrada na guerra, valorizava a mulher e até mesmo a divinizava, pois ela era capaz de um milagre que o homem não compreendia nem conseguia reproduzir: ela dava a vida a outros seres humanos. Gerava o próprio homem. Por isso era adorada como encarnação da divindade mesma. E mais: através das práticas tântricas, era a mulher que despertava o poder interno do homem por meio do sexo sacralizado. Ainda hoje ela é reverenciada como deusa no Tantra.
Daí, a qualidade matriarcal. Dela desdobram-se as outras duas características. A mãe dá à luz pelo seu ventre – isso é sensorial. Alimenta o filho com o seu seio – isso é sensorial também. Não poderia ser contra a valorização do corpo, não poderia ser anti-sensorial como os brahmácharyas. A mãe é sempre mais carinhosa e liberal do que o pai, até mesmo pelo fato de o filhote ter nascido do corpo dela e não do dele. E também porque é da natureza do macho ser mais agressivo e menos sensível. Pode ser que tal comportamento tenha muita influência cultural, mas é reforçado, sem dúvida, por componentes biológicos.
Por tudo isso e ainda como conseqüência da sensorialidade, desdobra-se a qualidade desrepressora do Tantra. O impulso pelo prazer não é obliterado ou reprimido como ocorre noutras linhas comportamentais. Pelo contrário, o Tantra considera o prazer como uma via bastante válida na conquista do desenvolvimento interior.
Assim era o povo drávida, que vivia antigamente no território hoje ocupado pela Índia. Assim era o Tantra que nasceu desse povo e assim era o Yôga que existia naquela época: um Yôga tântrico.
Mas um dia a Índia começou a ser invadida por hordas de sub-bárbaros guerreiros, os áryas ou arianos.
Ao guerreiro não podem importar o envolvimento mais profundo com a mulher nem a conseqüente família e o afeto. Seria até incoerente. Ele não pode ter laços que o amoleçam ou se sentirá acovardado diante da expectativa da luta e da morte sempre iminente. Então, ele torna-se contra a influência da mulher que frenaria sua liberdade e seu impulso belicoso. É contra os prazeres que o tornariam acomodado. É contra a sensorialidade, pois também não pode se permitir sensibilidade à dor durante o combate ou perante a tortura. Por isso tudo, ele é anti-sensorial, restritivo à mulher e contra o prazer. Por conseqüência, torna-se repressor, pois começa a proibir o sexo, a convivência com a mulher e os prazeres em geral. Depois expande essa restrição, tornando-a uma maneira de ser, uma filosofia comportamental.
Quando os arianos ocuparam a Índia há 3.500 anos, impuseram a cultura brahmácharya (patriarcal, anti-sensorial e repressora), proibindo, portanto, a cultura tântrica (matriarcal, sensorial e desrepressora) por ser oposta ao regime vigente. Quem praticasse o Tantra e reverenciasse a mulher, ou divindades femininas, seria acusado de subversão e traição. Como tal, seria perseguido, preso e torturado até a morte.
Dessa forma, com a sua proibição por razões culturais, raciais e políticas, o Tantra se tornou uma tradição secreta. Continua assim até hoje, pois continuamos vivendo num mundo marcantemente brahmácharya, não apenas na Índia, mas na maior parte das nações.

O Yôga primitivo, de raízes Tantra e Sámkhya, foi resgatado na atualidade e sistematizado com o nome de Swásthya Yôga.
Consta que uma das razões que contribuíram para a queda do Império Romano teria sido a introdução dos banhos quentes como hábito cotidiano, os quais teriam arrefecido a têmpera dos seus, antes, bravos guerreiros. No Brasil, para domar a fibra dos temíveis índios cinta-largas, do Amazonas, os construtores da estrada Transamazônica usaram... açúcar!
Autobiografia, de Swámi Sivánanda, Editora Pensamento, página 140.
Em vários livros de Yôga de linha brahmácharya encontra-se a proibição de se utilizar alho e cebola na alimentação, enquanto nos de Yôga tântrico esses dois alimentos são considerados muito úteis à saúde. É que, por serem bastante energéticos, costumam aumentar a energia sexual de quem os utilize e, como os brahmácharyas são contra a expressão da sexualidade, tais alimentos são tachados de "piores do que a carne".

Os dois ramos

 Segundo alguns autores o tantra é composto por dois ramos denominados a "mão esquerda" e a "mão direita". Embora o objectivo geral dos dois seja o mesmo, os processos utilizados diferem. A "mão esquerda" está ligada muitas vezes à procura de poderes ocultos e à extroversão de energia psíquica sob forma de capacidades supra-normais. A "mão direita" está ligada à canalização de toda a energia para a elevação espiritual do ser humano. Este é também conhecido como Vidya Tantra ou tantra do conhecimento e a mão esquerda como Avidya Tantra. O tantra correctamente praticado acelera rapidamente o progresso espiritual do ser humano. Apesar disso o tantra é muitas vezes encarado com desconfiança devido a certos aspectos do avidya tantra. É bem conhecido o fato de que o Budismo Tântrico sempre enfatiza a necessidade de supervisão por um orientador de confiança.

As linhas e escolas de Tantra 

 No Tantra existem três linhas de comportamento, que são: Tantra branco ou linha branca (dakshinachara); Tantra negro ou linha negra (vamachara); e Tantra cinzento ou linha cinza. Estas três linhas caracterizam-se, entre outras coisas, pela utilização ou não de: bebidas alcoólicas; fumo; drogas; alimentação com carnes e relação sexual com orgasmo (Santos, 2000).
                        De acordo com o Kulárnava Tantra (citado por Feuerstein, 1977, 1998), existem sete tipos (escolas) diferentes de Tantra:
                        1. Dakshinacharatántrika, a maneira da mão direita ou Tantra branco;
                        2. Vamacharatántrika, a maneira da mão esquerda ou Tantra negro;
                        3. Vêdacharatántrika, a maneira Vêdica (de Veda);
                       4. Vaishnavacharatántrika, a maneira do devoto de Vishnu (representa o Segundo Aspecto da Trimurti [Trindade Divina] hindu, cujo atributo é a conservação);
                        5. Shaivacharatántrika, a maneira do devoto de Shiva (nome do criador do Yôga. Representa também o Terceiro Aspecto da Trimurti hindu, cujo atributo é a renovação);
                        6. Siddhántacharatántrika, a maneira do seguidor da tradição Siddhánta (Siddhánta significa doutrina. É considerada a forma mais elevada do Tantra negro).
                         7. Kaulacharatántrika, a maneira do seguidor da Escola Kaula (escola de Tantra fundada por Matsyêndra Natha no séc. XI d. C.).
                        No entanto, DeRose (1998) refere que a principal divisão do Tantra é a que o divide em linha branca e linha negra (ou, melhor ainda, em mão direita e mão esquerda). Estas últimas cinco escolas pertencem ao chamado Tantra cinzento, com tendência mais para a esquerda (vamachara) ou para a direita (dakshinachara). Temos, portanto, três linhas de Tantra que são constituídas por sete escolas. O Tantra mais antigo, o Tantra dravídico, é o dakshinacharatántrika, a maneira da mão direita ou Tantra branco. As formas sistematizadas a partir da ocupação ariana dão origem a um Tantra de protesto que visa contestar essa nova cultura imposta. Daí surgirá o Tantra negro e, mais tarde, o cinzento. Contudo, serão escritos apenas a partir do século VIII d. C. (na Idade Média), ou seja, cera de 4 000 anos depois da origem, englobando rituais e misticismo, coisas que o Tantra branco, arcaico, não tinha.
                        Desta forma, podemos encontrar na índia diversas comunidades tântricas, cada uma com a sua linha de instrutores, de gurus particulares, com técnicas de iniciação (díkshá) especiais. Tradicionalmente contam-se cinco grupos principais: os shaktas (seguidores de Shaktí), os shaivas (seguidores de Shiva), os vaishnavas (seguirdes de Vishnu), os ganapatyas (seguidores de Ganêsha ou Ganapati) e os sauras (seguidores da divindade solar Súrya) (Riviére, 1962b).
                        Todo o sádhana (prática) tântrico aspira ao despertar da Kundaliní (Shivánanda, 1992). De acordo com os Tantras, ainda existem três grandes escolas (Rama, 1990) ou grupos de praticantes (Ajaya, 1990): Kaula, Mishra e Samaya. Os do grupo Kaula (deriva de ku – terra), tântricos da mão esquerda, fazem rituais externos, incluindo práticas sexuais, e meditam na kundaliní na base da espinha (múládhára chakra). Os leigos, muitas vezes, empregam mal esse caminho. Os do grupo Mishra (combinado ou misto), através do culto interior combinado com práticas externas, acordam esta força latente e guiam-na até ao anáhata chakra (o centro do coração), onde é adorada. Estes dois primeiros grupos realizam certos rituais e acreditam na obtenção de poderes (siddhis). O grupo Samaya é o mais importante. O termo samaya significa Ele está comigo e refere-se à união final entre Shiva e Shaktí, as polaridades que estão por detrás da manifestação deste mundo. Aprendem práticas avançadas para conduzir a kundaliní directamente até ao lótus das mil pétalas, o sahásrara chakra no cimo do crânio, cujo resultado é a união final Shiva-Shaktí e o mais elevado estado de realização. (Ajaya, 1990; Rama, 1990, 1995). A Samayachara é uma escola de tântricos de mão direita (Khanna, 1981; Rama, 1995). Este é o caminho mais puro e mais alto do Tantra. Puramente yôgi, nada tem que ver com qualquer ritual ou forma de culto que envolva o sexo. A chave é a meditação, mas uma espécie incomum de meditação. Nessa escola, faz-se a meditação no lótus de mil pétalas, o mais elevado de todos, e o seu metido de adoração chama-se antaryaga. Nela se revela o conhecimento do Shrí Yantra, chamado a mãe de todos os símbolos, porque todos derivam dele. Este símbolo é considerado um mapa dos planos da manifestação (lôkas). Também é chamado Shrí Chakra pois representa igualmente os chakra (Ajaya, 1990; Rama, 1995). Os constituintes principais a partir dos quais o universo é manifestado são instrumentados directamente pelo uso de mantra (vocalização de sons) e visualizações (Rama, Ballentine, & Ajaya, 1976). O estudo dos chakra, nádi (correntes nervosas subtis) e prána (forças vitais) e um estudo filosófico da vida são necessários a quem quiser ser aceito como discípulo nessa escola (Rama, 1995). As duas classes principais de seguirdes do Tantra são os samayins que acreditam na identidade de Shiva e Shaktí e esforçam-se por acordar a Kundaliní mediante exercícios espirituais, e os kaulas, que veneram Kauliní (kundaliní) e entregam-se a rituais concretos. Esta distinção é sem dúvida exacta, mas não é facial saber até que ponto um ritual deve ser cumprido literalmente. Não é demais insistir sobre a ambiguidade do vocabulário erótico na literatura tântrica (Eliade, 1954).

Bibliografia

- Ajaya, S. (1990). Kundalini and the tantric tradition. In J. White (Ed.), Kundalini, Evolution and enlightenment (pp. 98-105). St. Paul: Paragon House.
- DeRose (1998). Hiper orgasmo, Uma via tântrica. São Paulo: Martin Claret & Uni-Yôga.
- Eliade, M. (1954). Le Yôga, Immortalité et liberté. Paris: Editions Payot.
- Feuerstein, G. (1977). Manual de Ioga. São Paulo: Cultrix.
- Feuerstein, G. (1998). Tantra, The path of ecstasy. Boston & London: Shambhala.
- Khanna, M. (1981). Yantra, The tantric symbol of cosmic unity. London: Thames and Hudson.
- Rama, S. (1990). The awakening of Kundalini. In J. White (Ed.), Kundalini,Evolution and enlightenment (pp. 27-47). St. Paul: Paragon House.
- Rama, S. (1995). Vivendo com os mestres do Himalaia, Experiências espirituais do Swami Rama (4th ed.). São Paulo: Pensamento.
- Rama, S., Ballentine, R., & Ajaya, S. (1976). Yôga and psychotherapy, The evolution of consciousness. Honesdale: The Himalayan International Institute of Yôga Science and Philosophy.
- Riviére, J. (1962b). El Yôga Tantrico, Teoria y tecnicas de meditacion, Buenos Aires: Kier.
- Santos, S. (2000). Yôga, Sámkhya e Tantra, Uma iniciação histórica e filosófica ao Yôga, ao Sámkhya e ao Tantra, desde as suas origens (3rd ed.), São Paulo: Martin Claret & Uni-Yôga.
- Shivánanda, S. (1992). Senda divina (2ª Parte. De Om a Yôgasanas). Madrid: EDAF.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Orgasmo anal, como atingí-lo

O orgasmo retal existe, é extremamente prazeroso e só não é mais divulgado e praticado pelos homens devido ao enorme tabu, mistério e interdição cultural que cerca o gozo anal masculino. Infelizmente, o milenar estigma sobre a penetração pelo ânus ganhou um aliado de peso no vírus do HIV, que pode ser facilmente contraído através de atividade sexual promíscua, irresponsável e sem proteção.

Tanto no macho quanto na fêmea, a região anal é um dos locais no corpo humano onde existe maior concentração de terminações nervosas. Sob estimulação adequada, essa rede de enervação altamente sensível pode proporcionar sensações físicas incrivelmente agradáveis, produzindo orgasmos completamente diferentes daqueles obtidos através da estimulação peniana, no homem, e estimulação clitoriana/penetração vaginal, na mulher.

Tanto homens quanto mulheres são capazes de alcançar o chamado gozo anal. Todavia é no macho que esse tipo de prazer ganha toques ainda mais requintados, em virtude da presença daquele órgão chamado próstata, inexistente na fêmea, e que possui uma incrível sensibilidade.

A próstata só pode ser “tocada” através do ânus, como acontece nos exames de toque retal para localização de anomalias nesse órgão. Embora a maioria dos homens se recuse ao menos a falar sobre isso, a verdade é que o “toque” da próstata proporciona uma das sensações mais prazerosas que o macho pode sentir. No seu famoso Relatório sobre a Sexualidade Masculina (1981), a sexóloga Shere Hite identificou a próstata como sendo o “ponto G” masculino, chamado hoje em dia de “ponto A” por sexólogas como a canadense Sue Joahnsen.

A estimulação da próstata pela via retal pode ser feita com os dedos, com um vibrador ou com penetração feita por um parceiro. Qualquer que seja o modo escolhido, o segredo é ir devagar, uma coisa muito difícil de ser praticada para a maioria dos homens treinados para obter seus 5 segundos de orgasmo peniano antes de cair sono.

Higiene e segurança são dois aspectos fundamentais que devem ser observados na penetração anal. O reto é o local onde o organismo armazena as fezes antes de lança-las no meio-ambiente externo. Por causa disso, o reto tem a reputação de ser um lugar sujo e até repulsivo pra muita gente. Essas pessoas ficariam perplexas se descobrissem que há muito mais bactérias, fungos e outros micro-organismos na boca do que no reto!!!
De qualquer maneira, uma boa higiene local é sempre uma idéia muito bem vinda antes de qualquer penetração, solitária ou em companhia de um parceiro. A forma mais fácil e rápida de se fazer isso é utilizando a mangueirinha do chuveiro. Basta retirar o chuveirinho da ponta, mantendo a mangueira na entrada do ânus e deixando a água, de preferência morna, esguichar para dentro por alguns segundos. Segure a água (como se estivesse segurando para evacuar) e solte, de preferência em um vaso sanitário. Repita a operação até que desapareçam todo resíduo.

Mais do que a limpeza, a parte de segurança na penetração é fundamental. Jamais realize a penetração de uma vez só, principalmente se nunca realizou nenhum tipo de penetração ou faz isso com muito pouca freqüência. E essa recomendação vale tanto para a penetração realizada com um dedo quanto para a penetração realizada com um dildo bastante mais avantajado que um pênis de tamanho normal. É preciso ir sempre aos pouquinhos, lentamente. O ânus possui dois músculos, separados um do outro cerca de 3 cm, chamados “esfíncteres” e que são responsáveis pelo seu mecanismo típico de contração e relaxamento. Para que a penetração se dê de uma maneira natural e confortável é preciso que os esfíncteres estejam bem relaxados, e isso é algo que não se consegue “no tapa”. É preciso paciência e suavidade de toque para ir relaxando todo o mecanismo. O uso de um lubrificante tipo KY é essencial nessa operação de relaxamento, cuja duração varia enormemente de pessoa para pessoa. Uma coisa é certa: - quanto mais tensa a pessoa estiver, mais tempo irá levar para que ocorra um bom relaxamento do esfíncter e, dependendo da pessoa, ela não consegue se relaxar de maneira nenhuma. Nesse caso, a penetração será inevitavelmente desconfortável e até dolorosa.

A masturbação anal, usando os dedos ou um dildo é a melhor maneira de experimentar uma penetração e de se treinar para ser penetrado por outro homem, se esse for realmente o seu desejo. Lembre-se só de uma coisa: experimentar prazer anal é algo muito diferente do vapt-vupt do prazer peniano. Deve ser tudo muito lento e muito tranqüilo, para ser realmente muito bem curtido.

Com o esfíncter devidamente relaxado, a penetração pode ser um momento de prazer extremo. Não é por outra razão que se afirma por aí que, o homem que experimenta uma penetração anal, sozinho ou na companhia de outro homem, dificilmente abandona essa prática, pois ela é realmente muito prazerosa.

A penetração anal, sobretudo quando há consciência de estimulação local da próstata pode, sim, conduzir ao orgasmo, com descarga de sêmen através do pênis sem que muitas vezes o pênis não precise nem mesmo de ser tocado.

Entretanto - e essa era uma das suas dúvidas na mensagem que você me enviou – não há nenhum líquido específico que “escorra” do ânus no auge de uma penetração. Provavelmente o que você viu trata-se apenas de muco e líquidos naturalmente existentes no trato intestinal. Ou, se você fez uma boa lavagem retal antes da penetração, resto de água que tenha ficado por lá. Ou ainda o material lubrificante que você utilizou para ajudar na penetração. Líquidos resultantes de orgasmo só o sêmen que naturalmente só é expelido através do pênis.

E jamais se esqueça de usar camisinha - e camisinha de boa qualidade -, pouco se importando que vai ser penetrado por um dildo (consolo) ou por outro homem. Nem pense em se arriscar fazer qualquer tipo de penetração sem camisinha! O gozo retal existe e é bom mas, sem camisinha, vira uma roleta russa que pode levar a pessoa à morte.

Finalmente, se realmente escolher ser penetrado por outro homem, faça uma escolha criteriosa. Muitos praticantes de sexo anal mediante o uso de dildos (consolos) costumam decepcionar-se enormemente quando vêm a ser penetrados por outro homem. Na minha opinião, ser penetrado por outro homem é algo que vai muito, mas muito além mesmo, da pura e simples penetração. Se o negócio for pura e simplesmente penetração, um “consolo” sempre será a melhor escolha.

Os homens estariam muito melhores se em vez de perderem tanto tempo em fazer guerras, gastassem mais horas fazendo amor, explorando o próprio corpo, se conhecendo melhor.

Tenho certeza que as guerras e a competição acirrada entre os machos nada mais é do que descarga sexual reprimida, sexo mal feito, feito às pressas, com uns poucos segundos de “gozo” peniano e pronto.

A penetração anal, com sua sutileza, seu vagar, sua capacidade de estender-se longamente até um grande ápice deveria ser considerada como uma das melhores saídas para o estresse contemporâneo.

Sem falar que a massagem prostática, propiciada pela penetração, é comprovadamente uma das formas mais eficazes de se prevenir o câncer de próstata.

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Sexo anal - modo de usar

A maioria das mulheres tem medo ou não gosta. Ainda assim, 10 entre 10 homens não deixam de investir nesta prática, muitas vezes sem sucesso. Você tem vontade de experimentar, mas não sabe como começar?

 Deixe os tabus de lado
O primeiro passo para relaxar e obter sucesso nessa nova investida é abstrir todo e qualquer mito ou tabu. Para isso, vale conversar com seu ginecologista e, claro, com seu parceiro. Muitos falam que o sexo anal afrouxa o esfíncter, causa hemorroidas, se tem dor e etc. Se for feito com todos os cuidados, respeitando o seu limite, com bastante lubrificante e camisinha, o sexo anal não traz nenhum problema para o corpo. Ao contrário, só contribui para aumentar a intimidade e apimentar a relação do casal.

 Aquecimento entre os lençóis
O ideal é que o sexo anal aconteça depois de uma intensa sessão de estímulos, com preliminares e uma boa massagem no corpo todo. Seu parceiro precisa mostrar interesse e, se for sua primeira vez, ter uma, duas ou três doses a mais de paciência. Uma boa sugestão é que ele faça massagens intensas e ao mesmo tempo delicadas em seu ânus com o dedo ou a língua, para relaxar os músculos e estimular a área.

Escolhendo o lubrificante
Como essa região não se lubrifica tão intensamente quanto a vagina, o lubrificante é indispensável. Eles devem ser feitos à base d'água, nada de manteiga ou vaselina. Semina, Preserv e KY são marcas confiáveis e facilmente encontradas em drogarias.

 Devagar e sempre
Uma máxima do sexo anal, que muitos homens parecem esquecer, é que a penetração deve acontecer vagarosamente e com intervalos, para que você vá se acostumando aos poucos. Essa prática contribui para tornar a experiência mais fácil.

Vale a pena retribuir?
O assunto é tabu entre os homens, mas a introdução de um dedo no ânus dele pode resultar em muito prazer. A dica é fazê-lo com muita sutileza. Comece apalpando a região com a ponta do dedinho bastante lubrificado e com a unha cortada. Se ele fizer "Hummm..." ao invés de "Ai!", continue. Tente introduzi-lo mais um pouco até atingir uma espécie de parede e massageie delicadamente, é o ponto G do homem, a prórtata.

Troca-troca
Vai passar da penetração anal para a vaginal? Então, é fundamental trocar de camisinha. Acontece que o ânus tem uma série de bactérias que a vagina não está preparada para combater e podem causar infecções bem incômodas como vaginite, infecção urinária e etc.

quarta-feira, 25 de julho de 2012

MANUAL DO SEXO ORAL

Este guia só faz sentido para quem realmente gosta de fazer sexo oral nela.

Se você é do tipo que faz apenas para cumprir o script, esqueça! Não existe nada mais sem graça do que um oral burocrático.

Se, ao contrário, você sente prazer verdadeiro em dar prazer com a boca, este texto irá lhe ajudar a melhorar ainda mais sua performance.

Antes de tudo, convém conhecer  em detalhes. Para isso, dê uma conferida na anatomia feminina.



 Tenha sempre em mente que o sexo oral não se restringe à região genital. O corpo da mulher é todo sensível e merece ser beijado, lambido e chupado por inteiro. 
 
Claro que algumas partes são mais sensíveis que outras e isso varia de mulher para mulher. Portanto, para não correr o risco de desagradar, comece lambendo o pé. 

  Vá devagar.  Em se tratando de assunto tão delicado  nunca vá direto ao ponto. O clitóris é muito sensível e até mesmo o contato da língua pode ser incômodo se sua parceira não estiver suficientemente excitada.
  

Os seios e os mamilos são bons pontos de partida. Trate-os com carinho, chupe devagar, passe a língua nos mamilos e sinta-os endurecer. Morda bem de leve. 
Mantenha sempre a barba bem feita. Embora algumas mulheres gostem, a maioria vai se sentir incomodada. Barba roçando em lugares sensíveis funciona como uma lixa.

 Dedique atenção especial à nuca e às costas. Deixe a língua deslizar lentamente de cima para baixo, até a base da coluna. Beije a bunda, as coxas, as virilhas. Brinque com a língua em torno do ânus, lamba carinhosamente o períneo (aquele pedacinho que fica entre a vagina e o ânus). Você pode e deve se concentrar durante alguns minutos nessa região extremamente rica em terminais nervosas e, mito sensível.   
Ela, a essa altura, deve estar louca para sentir sua boca envolvendo-a por inteiro. Provoque um pouco mais. Toque a  com os dedos, bem de leve na vagina, introduza um ou dois, mexa lá dentro, sinta o calor, a umidade. Tire os dedos, lambuzados do caldinho dela e chupe, sinta o sabor... Ela vai adorar ver você fazendo isso. A vagina possui uma "arquitetura" complexa, rica em detalhes. Explore todos as dobrinhas. Deslize a língua pelos pequenos lábios, de cima para baixo, de baixo para cima, de um lado, do outro. Sentindo a textura e o sabor.
 Coloque uma pedrinha de gelo na boca. A mescla do calor da sua boca com o frio do gelo provoca sensações incríveis.



 
Algumas mulheres são tão sensíveis que não aguentam o contato direto com a ponta dde seu clitóris. Nesses casos, concentre-se nas laterais dele ou use a pele que o recobre como proteção.
Separe os lábios vaginais com os dedos e enfie a língua na vagina o mais fundo que você puder. Faça movimentos de entra-e-sai com a língua, imitando uma boa trepada.
 
Envolva toda a vagina com a aboca e chupe gulosamente, como quem chupa uma fruta madura, sem deixar de trabalhar com a língua.
 O clitóris é a meta. Mais do que nunca, você precisa estar sintonizado com sua parceira, atento às suas reações mais sutis. 

Experimente enfiar um ou dois dedos na vagina enquanto lambe ela. Mexa lá dentro devagar, faça movimentos lentos de entra-e-sai com os dedos, tente encontrar o Ponto G (uma protuberância na parte anterior da vagina, a uns 5 cm da entrada, textura parecisa com o "céu da boca"). 
Do mesmo modo, você pode experimentar enfiar um dedo no ânus dela enquanto a chupa. Mas vá com calma porque nem todas gostam desse tipo de carinho. Fique atento nas reações de sua parceira.
 
A alternância é importante pois a manipulação constante do clitóris pode provocar um resultado oposto ao desejado: ele tende a ficar "dormente" e aí todo o caminho que você construiu rumo ao prazer supremo da sua parceira vai por água abaixo. Mas  se você perceber que ela está prestes a ter um orgasmo, não pare nem mude a forma como está fazendo. Mantenha o ritmo e a pressão até ela chegar lá.

E TENHA UM BOM SEXO ORAL  !!!!