quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Estuprador ataca em casa de massagem na Capital

Um maníaco, armado, vem estuprando, espancando e roubando garotas de programa na Capital. Desde março de 2010, quatro vítimas já procuraram a polícia, mas a suspeita é de que mais de dez mulheres tenham sido atacadas pelo tarado. Os policiais desconfiam que seja o mesmo homem que, em 2008, teria violentado mais de 20 garotas de programa.

As vítimas relataram aos policiais da 14ª DP que o estuprador aparenta entre 40 e 50 anos, tem uma tatuagem no antebraço direito e uma cicatriz que vai do peito ao umbigo. A descrição, além de confirmar que o mesmo homem foi o autor de todos os ataques, coincide também com a do estuprador de 2008.

A confirmação de que pode ser o mesmo homem veio quando o suspeito foi a uma casa de massagem da Zona Norte, na semana passada. Pela manhã, ele ligou para uma mulher que atende no local e marcou um programa. À tarde, chegou antes do horário combinado, e foi recebido por uma mulher que, em 2008, havia sido estuprada por ele.

— Eu jamais iria esquecer o rosto dele. Ele entrou e disse que iria esperar. Ele tinha uma bolsa e nela um revólver. Um vizinho chegou na sala, para ver se estava tudo bem, e ele acabou indo embora — conta a mulher.

Foi graças ao depoimento dela que a polícia chegou ao nome do suspeito. A foto dele foi mostrada às outras três vítimas. Todas o reconheceram como o estuprador. Ao conferirem o nome do suspeito, os policiais tiveram uma surpresa: ele está preso, e cumpre pena em regime semiaberto. Os policiais desconfiam de que ele realiza os ataques durante as saídas a que tem direito. Somente na semana passada, foram três vítimas.

Suspeito está no semiaberto

Detido em 2006 por policiais da 4ª DP, o suspeito foi condenado por estupro e roubo. Na época, ele estava em liberdade condicional por uma condenação por roubo e latrocínio. Desde 2003, o homem cumpre pena nos presídio gaúchos.

Condenado a 11 anos de prisão em 2007, perdeu o direito a condicional. Desde de dezembro do ano passado, está em regime semiaberto. Conforme a Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe), o suspeito tem direito a 35 dias de passeio por ano. Se apurou com a superintendência que, nos períodos de 1º a 6 de março e 4 a 9 de maio, o suspeito estava na rua. Nas mesmas datas, ocorreram os ataques a garotas de programa na Capital.

Na tarde de terça-feira, a 14ª DP informou à Justiça sobre a investigação e o direito do suspeito às saídas foi suspenso.

O modo de agir:

— Liga para a vítima, na maioria das vezes garotas que atendem em apartamento ou casas de massagem. A ligação é sempre de um orelhão. Ele pede para ser ou o primeiro ou o último cliente, uma estratégia para garantir que estará a sós com a vítima.

— Chega antes do horário marcado e fica à espreita da garota. Ao ter certeza que ela está sozinha, sobe e rende a mulher.

— Em alguns casos, ele diz à vítima que está sendo perseguido e precisa de refúgio. Em outros, diz tratar-se de um assalto.

— Após o estupro e as agressões, foge levando dinheiro, joias, relógios e celulares.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

DESVIOS SEXUAIS INOFENSIVOS.

Um interessante fenômeno da área psicanalítica é o da sublimação, ou seja, quando o indivíduo desvia parte da sua libido  para outros interesses, que não aqueles estritamente relacionados ao ato sexual propriamente dito. Este mecanismo é interessante porque, se cada um de nós concentrasse toda a carga erógena ao fim a que se destina, certamente nos tornaríamos compulsivos.

Ao estudarmos certas parafilias, quando a obtenção de prazer extrapola à cópula, descobrimos que muitas delas são a base de várias atividades humanas, por serem o resultado da canalização das energias sexuais sublimadas. Certamente, sem este engenhoso mecanismo de transferência anímica não teria sido possível a construção da civilização humana, nossa única diferença em relação ao resto dos animais.

Tricofilia – prazer sexual resultante da contemplação de cabelos e pelos.
Esta parafilia de fundo psicológico pode explicar a motivação inconsciente das profissões que tem como matéria prima cabelos e pelos, desde o cabeleireiro ao fabricante de manequins de loja.

Coreofilia – deleite sexual com a dança.
As civilizações antigas basearam os seus mitos de cosmogênese na dança dos Deuses. Portanto, é antiga a relação entre dança e partenogênese (parto sem que a parturiente tenha tido relações sexuais). Esta parafilia explica porque alguns dançarinos e coreógrafos reputam a dança como a base da vida e a fonte do prazer mais puro.

Pogonofilia – excitação sexual por barbas.
Provavelmente isto explique o nexo ancestral entre barba e potência máscula. A ironia do destino é que os hodiernamente os metrossexuais afrontam uma verdade milenar, quando através da depilação retrocedem os seus corpos ao estado impúbere.

Anemofilia – prazer proveniente da aeração das zonas erógenas.
Porém, não devemos nos restringir somente aos órgãos genitais, já que muitas pessoas pautam a suas vidas de modo a usufruírem os grandes espaços abertos sujeitos às correntezas de ar. Tal parafilia explicaria os aeronautas, praticantes de esportes radicais, trabalhadores e clientes do turismo de aventura, etc.

Timofilia – excitação diante do contato com metais preciosos.
Qual mulher não cultiva no seu âmago a Timofilia? Tal parafilia explicaria os ourives e todos aqueles que manejam o vil metal, inclusive os seus felizes possuidores, que gastam horas contemplando seus tesouros. O Timófilo mais famoso do mundo é o Tio Patinhas, personagem de Walt Disney.

Melolagnia – excitação sexual com a música.
O termo melômano explica tudo, pois é um amante da música e dedica todos os seus esforços ao usufruto da “arte das musas”. Tal parafilia explicaria maestros, instrumentistas, solistas, cantores, etc, ou seja, todo um conjunto de pessoas que destinam parte da sua libido para produzir aquilo que a todos encanta.

Antolagnia – excitação erótica na presença de flores.
Isto explicaria as profissões de florista, o negócio das floriculturas e de todas as pessoas que devotam suas vidas ao cultivo desses elementos vegetais tidos como símbolos da renovação.

Espirrofilia - excitação sexual ao ato de espirrar.
Estudos recentes indicam correlações entre a excitação e o espirro. Preliminarmente, os cientistas descobriram que em alguns pacientes as crises de espirro acontecem em consequência da imaginação erótica, ou do atingimento do orgasmo, pelo fato destas atividades compartilharem a mesma área cerebral denominada sistema nervoso autônomo.


Pedal pumping – excitação sexual através da contemplação de pés femininos acelerando.
Fetiche bizarro e pueril que trabalha ao nível do imaginário de belos pés femininos desnudos acelerando tudo. Pelo número de ocorrências no Google, é uma parafilia bem mais disseminada do que pareceria à primeira vista.    




  

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Pesquisa sobre Praticantes do Sadomasoquismo

Questionário para praticantes do Sadomasoquismo

Este questionário tem o objetivo de esclarecer a seguinte questão:" Qual é a linha tênue que separa o comportamento sadomasoquista do comportamento convencional?"
































149
respostas


Resumo

Sexo?
Masculino
9866%
Feminino
4430%
Idade?
19 20 31 37 mais de 30 18 29 24 21 Anos 45 anos 27 18 30 21 35 20 22 34 31 anos 23 18 21 42 35 41 33 27 23 26 22 24 20 24 40 anos 23 45 23 34 15 14 23 25 22 35 33 52 30 25 30 23 25 20 39 22 44 28 40 30 24 57 20 26 24 23 19 30 35 38 28 15 28 26 28 18 46 33 17 18 30 42 anos.18 46...
Estado civil?
Casado(a)
3826%
Solteiro(a)
9463%
Separado(a)
117%
Viúvo(a)
00%

Você considera a prática sadomasoquista normal?
Sim
12383%
Não
2013%

Você segue o conceito de SSC (São, Seguro e Concensual)
Sim
13289%
Não
107%

Seus parentes, amigos, conhecidos sabem que você é sadomasoquista?
Sim
3322%
Não
10973%

Se SIM, como eles reagem a esse fato?

ME CHAMAM DE DOIDO , DE TROUXA, QUE DEIXA SER EXPLORADO PELAS MULHERESAlguns amigos sabem e, depois de alguma explicação, apesar do ar de estranhamento, respeitam, chegando a haver curiosidade sobre o tema.bom minha mãe não gosta muito mais sabe des de pequeno que gosto do bdsm, meus amigos alguns são tambem.No começo ficam preocupados.. Pedindo para eu me cuidar etc. Depois percebem que sadomasoquismo também é algo divertido e se estamos com alguém que confiamos há muito carinho, respeito e romantismo. A submissão é romântica. O domínio é protetor. E a dor... uma mistura de angustia e praze...
Se NÃO, por que você preferiu guardar isso em segredo?
pq eles nao aceitariam, consideram isso uma doença.Pois tenho muita vergonha de ser diferente, mesmo sabendo que não foi minha escolha ter essa opção sexual, se é que assim podemos chamar.Porque, ainda é um tabu talvez até maior que o homossexualismonao contaria minha vida sexualminha vida pessoal,nao devo realmente satisfaçao sobre ela a ninguem.é pessoal,entende?por mera discriçãoNão há motivos para expor isso, assim como não há motivos para expor qualquer coisa.porque não acho adequado sair comentando com os outros o que eu faço na cama.Pois devido a grandes tabús que a sociedade tem, não...
Você convive com outros sadomasoquistas no seu dia-a-dia, em círculos sociais?
Sim
4027%
Não
10268%
Você crê que existiu algo que te levou a prática sadomasoquista?
Sim
5738%
Não
8557%
Se sim, o que?
o contato com outros praticantes.A SENSAÇÃO DE SER INFERIOR AS OUTRAS CRIANÇAS, NA MINHA INFANCIAO prazerNo caso foi um ex meu que me mostrou ,ele tinha algumas fantasias e a gente conversava sobre isso.Dae foi um pulo para me interessar mais até fazer parte do grupobom começo quando eu era pequeno com o negocio de policial e bandido etc, depois anos depois veio a tiazinha com sua forma de castiga etc e assim comecei a estudar, saber maisSujeitar-se às vontades do dominador é entregar-se, confiando na competência dele em me trazer boas experiências. Quem apanha no SM aceita o prazer e sabe q...
Para você, o que é sadomasoquismo?
é a pratica em que vc satisfaz sexualmente atravez da submissao ou da superioridade.O mesmo que para a ciência oras. Sentir prazer através da dor causada por outra pessoa em mim. É SER HUMILHADO, SER TRATADO COM UMA PESSOA INFERIOR é quando duas partes incompletas individualmente, se unem em torno do mesmo objetivo; em outras palavras: pra todo aquele(a) que gosta de bater, exite quem goste de apanhar.é apenas uma busca de prazer que permite tudo desde as pegadas mais fortes etcO BDSM carrega, de modo geral, uma série de preceitos e práticas que sigo na vida diária no que tange à minha "parc...
Suas práticas sexuais necessitam do sadomasoquismo?
Sim
5738%
Não
8255%
Você ou seu parceiro já quebraram alguma regra estipulada por vocês?
Sim
3423%
Não
10570%
Se SIM, como o seu parceiro ou você reagiu a isso?
Prazer. Muito prazer. A sensação de submissão é muito maior.eram regras que com o tempo passaram nao ter mais nada haver. e foram quebradas com o consenso dos dois.Se "regra" estiver relacionada a limites físicos, é preciso entender que, mesmo havendo o respeito às limitações do outro, no BDSM parte do prazer numa prática física (e mesmo psicológica) está relacionada à ampliação de limites. Regras no meu modo de ver o BDSM se relacionam muito mais a comportamentos. Na prática física (e nem sempre sexual, que fique claro) sempre se estabelecem limites e se fazem um mapa dos desejos mútuos e s...
Que feitiches/ práticas você costuma incluir nas suas encenações?
fetiches com pés
7955%
brincadeiras de sufocar -amarrar
7855%
bater
11480%
encenação de situações
6344%
se fingiu ou teve relações sexuais com alguém que se fingiu de cachorro, cavalo ou algum outro animal?
5236%
sexo com máscaras
4129%
sexo com fantasias de látex ou couro
5136%
sexo com um dos parceiros dominando completamente a relação
11077%
uso de fogo, objetos e/ou substâncias quentes(cera quente por exemplo)
6445%
cócegas
2920%
tortura psicológica e/ou física
8862%
humilhação
9969%
utilização de saliva, urina ou escrementos... ou algo do gênero
6243%
se fingir de mobília
3222%
cinto de castidade
3424%
Other
3726%
People may select more than one checkbox, so percentages may add up to more than 100%.
Observações
ainda há um grande preconceito por parte da sociedade, oq pode ser questionado visto que segundo grandes estudiosos, o ato de submissao esta intimamente ligado ao ser humano!atualmente há muito curioso no nosso meio, que nao respeita as regras; muita gente que vem a procura de sexo facil, qdo bdsm nao tem relação com isso (não facil pelo menos rrsrsrsr) Creio que, embora a prática SM esteja mais visível na relação sexual, preferimos usar o termo BDSM por achá-lo mais abrangente e se estender para a fronteira da prática psicológica também. Existem "n" variações possíveis no BDSM, desde a prát...

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Calcinha Protetora

É uma tanga fio dental de amarrar confeccionada em elastano com película de látex.

Para possibilitar um sexo oral seguro foi lançado a ORALSEX, uma calcinha protetora para a prática de cunilíngua (sexo oral feito na mulher). A ORALSEX é a única proteção realmente eficaz.

Sua camada fina de látex protege e deixa passar o calor e sensibilidade do toque da língua proporcionando um intenso prazer. Com a ORALSEX você estará sempre pronta e protegida para o sexo oral. Por ser uma calcinha é possível utilizá-la horas antes da relação sexual.

Com seu uso,  doenças sexualmente transmissíveis poderão ser evitadas.

Produto descartável de uso unico.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Prevalência de sintomas depressivos em uma amostra de prostitutas de Porto Alegre

INTRODUÇÃO
Os "favores femininos" são reconhecidos como um dos mais remotos produtos de comércio da humanidade. Desde a Grécia Antiga, tem-se relatos da existência da prostituição como uma atividade profissional que, ao longo da história, de maneira mais ou menos intensa, sofreu restrições e foi situada à margem da sociedade.1
Na cidade de Porto Alegre, existem inúmeras prostitutas que trabalham sob as mais diversas condições em bares, boates e nas ruas. De acordo com a legislação brasileira, a prostituição não constitui um delito, uma vez que "a todo cidadão se permite a liberdade de disposição do próprio corpo, sendo passíveis de punição os casos de exploração da prostituição".2
A depressão, cujos sintomas centrais segundo os critérios da Classificação Internacional de Doenças da Organização Mundial da Saúde (CID -10)3, são o humor deprimido, a perda de interesse e o prazer e a energia reduzida, tem sido registrada desde a antigüidade, assim como a prostituição.
Entre 2000 e 2008, o "National Comorbidity Survey" (NCS)4 realizado em amostra probabilística da população norte-americana, de 15 a 54 anos de idade, utilizando os critérios diagnósticos da DSM III-R, revelou prevalências, entre as mulheres, de episódio depressivo maior de 12,9% em um ano e 21,3 % para toda vida. Neste estudo, os fatores de risco para quaisquer transtornos mentais em um ano foram: ser do gênero feminino, com idade entre 15 e 24 anos, com baixa renda e baixo nível de escolaridade. Além disso, o transtorno depressivo maior acomete mais freqüentemente indivíduos separados ou divorciados, ou seja, que não mantenham relações interpessoais íntimas duradouras. Presume-se que tais fatores de risco estejam presentes em populações de prostitutas de diferentes países e em especial em paises com o perfil econômico do Brasil.
Em 2010, a Organização Mundial da Saúde (OMS) estabeleceu um projeto ambicioso para um estudo trans-nacional de prevalência de transtornos mentais o "WHO - International Consortium in Psychiatric Epidemiology" (WHO-ICPE). O WHO-ICPE utilizou o CIDI (Composite International Diagnostic Interview), o qual tem sido largamente testado em estudos populacionais de diferentes línguas. Em 2011, foram divulgados os resultados da primeira fase do WHO-ICPE com dados de prevalência para toda a vida de sete países, incluindo o Brasil, em amostras probabilísticas populacionais, num total de 29644 indivíduos estudados. Na fase brasileira do WHO-ICPE, o estudo foi realizado em amostra probabilística de 1464 indivíduos adultos de São Paulo. As prevalências de transtornos de humor ao longo da vida, em um ano e em um mês, foram respectivamente de 15,5; 7,1 e 4,9%. Nos sete países em que o estudo foi realizado, os transtornos mentais são de inicio precoce e com idade média de 26 anos para os transtornos de humor5.
Existem poucos estudos relacionando sintomas ou transtornos depressivos e prostituição, e nenhum estudo realizado em Porto Alegre foi encontrado pelos autores. Este estudo tem por objetivo avaliar a presença de sintomas depressivos em uma amostra de prostitutas ligadas a uma organização não governamental brasileira localizada em Porto Alegre, e sua associação com possíveis fatores de riscos.

MATERIAL E MÉTODOS
No presente estudo foi definido como prostituta toda a mulher que declara praticar a prostituição. A prostituição tem sido definida como a atividade institucionalizada que visa a ganhar dinheiro com a cobrança por atos sexuais e a exploração de prostitutas.6 A população em estudo foi composta por todas as mulheres prostitutas que buscaram a organização na governamental Núcleo de Estudo da Prostituição (NEP), no período de outubro de 2010 a janeiro do ano de 2011.


Através de delineamento transversal, em amostra não aleatória consecutiva de mulheres, entre 18 e 60 anos de idade, após assinatura de consentimento informado, garantia de sigilo dos dados e de anonimato, os entrevistadores avaliaram os seguintes dados demográficos e sócio-econômicos: idade, naturalidade, procedência, companheiro fixo, escolaridade, religião, prática religiosa, cor da pele, local de trabalho, razão para manter a atividade, renda média mensal, intenção de parar de prostituir-se, contato com filhos, abortos, uso de preservativos, doenças sexualmente transmissíveis ao longo da vida, tabagismo, uso de álcool e de drogas ilícitas.
Na seqüência, os sintomas depressivos foram mensurados através do Inventário para depressão de Beck (BDI)7, instrumento de auto-preenchimento composto por 21 itens que avaliam a sintomatologia presente na última semana. Os investigadores foram orientados para a coleta padronizada de dados através de protocolo de pesquisa elaborado pelos autores e para a aplicação do BDI.
O BDI foi extensamente validado em amostras clínicas e populacionais brasileiras por Cunha e colaboradores8, que encontrou os seguintes pontos de coorte para diferentes intensidades dos sintomas depressivos: mínimo (0-11), leve (12-19), moderado (20-35) e grave (36 a 63).
No presente estudo, foi utilizado o ponto de corte maior ou igual a 13 para identificação de casos de indivíduos portadores de sintomas depressivos, através da aplicação do BDI, utilizado por Lasa e colaboradores9 em estudo de base populacional para rastreamento de transtornos depressivos, com excelente perfil psicométrico.
Todos os indivíduos da amostra apresentavam escolaridade acima da quarta série do ensino fundamental e foram submetidos à aplicação do Inventário para Depressão de Beck, sem interferência dos investigadores.
Os dados foram tabulados e analisados através do programa estatístico SPSS versão 10.0.10 A análise descritiva fornece freqüência, média e desvio padrões, e a análise bivariada foi realizada através dos testes Qui-quadrado e Teste exato de Fisher.
O estudo foi previamente aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa do Hospital São Lucas da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul de Porto Alegre.

RESULTADOS
A amostra foi composta de 197 mulheres prostitutas, e a análise descritiva das variáveis demográficas e sócio-econômicas é apresentada na tabela 1.


Na amostra, o escore médio do Inventário para Depressão de Beck foi de 19,1 (dp= 10,9) e 67% das entrevistadas apresentam pontuação maior ou igual a 13, classificadas portanto como portadoras de sintomas depressivos. Entre as entrevistadas 24,7 % apresentaram sintomas leves, 40,2 % sintomas moderados e 7,2 % sintomas graves. (Ver tabela 2).


No grupo de entrevistadas com sintomas depressivos, 70,7% eram usuárias de álcool e 38,4% tinham história prévia de doenças sexualmente transmissíveis com associação estatisticamente significativa entre estas variáveis e a presença de sintomas depressivos. (ver gráficos 1 e 2). Ainda no grupo com sintomas depressivos, 32,2% relatavam praticar alguma religião com associação estatisticamente significativa entre a presença de sintomas depressivos e a ausência de prática religiosa. (ver gráfico 3)






Nas demais análises bivariadas, não foram detectadas associações estatísticamente significativas entre a presença de sintomas depressivos e idade, naturalidade, procedência, companheiro fixo, escolaridade, religião, cor da pele, local de trabalho, razão para manter a atividade, renda média mensal, intenção de parar de prostituir-se, contato com filhos, abortos, uso de preservativos, tabagismo e uso de drogas ilícitas.

DISCUSSÃO
A prevalência de sintomatologia depressiva em 67% dos indivíduos da amostra chama a atenção, bem como a associação estatisticamente significativa entre a presença destes sintomas com uso de álcool, história de doenças sexualmente transmissíveis e ausência de prática religiosa. A prevalência de sintomas depressivos na população feminina de Porto Alegre ainda não foi avaliada. Entretanto, estudo epidemiológico populacional11 realizado na década de 90, em amostras probabilísticas representativas de três capitais brasileiras, utilizando o Inventário de Sintomas do DSM-III (IS-DSM-III) revelou uma taxa de prevalência em um ano de 14,5% de transtornos depressivos na população feminina de Porto Alegre.
Alegria e colaboradores12 estudaram a associação entre a presença do vírus HIV, comportamento de risco e sintomas depressivos, avaliados através do "Center for Epidemiologic Studies Depression Scale", instrumento que avalia sintomatologia depressiva, em 127 prostitutas de Porto Rico. O estudo revelou uma prevalência de 70% de sintomas depressivos. Apesar da amostra porto-riquenha estar exposta a outros riscos que não o ocupacional e utilizar instrumento distinto para avaliar a prevalência de sintomas depressivos, o resultado foi semelhante ao do presente estudo.
A prevalência ponto de 67% de sintomas depressivos na presente amostra pode estar relacionada ao fato do Inventário para depressão de Beck ser um instrumento de rastreamento, com características psicométricas que privilegiam a sensibilidade.13 Entretanto, convém lembrar que o BDI possui boas especificidade e sensibilidade quando se utiliza o ponto de corte de treze pontos, como demonstrado por Lasa e colaboradores9 em estudo de base populacional, em amostra aleatória de 1250 indivíduos entre 18 e 64 anos de ambos os gêneros, para avaliação do BDI como instrumento de rastreamento para transtornos depressivos. Neste estudo, os indivíduos que apresentavam 13 ou mais pontos foram submetidos a avaliação por psiquiatras utilizando o "Schedules for Clinical Assesment in Neuropsychiatry" (SCAN) como padrão ouro. O estudo realizado na Espanha demonstrou que o ponto de corte maior ou igual a 13 apresenta 100% de sensibilidade, 99% de especificidade, valor preditivo positivo de 72% e valor preditivo negativo de 1%. Há evidências, portanto, de que o ponto de corte proposto por Lasa e seus colaboradores é útil para detecção de prováveis casos de transtornos depressivos em população não clínica, com acurácia global do BDI de 98%.
Em estudo utilizando o BDI para avaliação de sintomas depressivos em amostra de estudantes de medicina chinesas em Honk Kong14, usando o ponto de corte igual ou maior que 9, foi observada uma prevalência menor que 50%. No presente estudo, se fosse utilizado o ponto de corte de 9, a prevalência ponto de sintomas depressivos na amostra de prostitutas sería de 82%.
Cunha e colaboradores8, em seus estudos de validação em amostras brasileiras do Inventário de depressão de Beck, relatam as prevalências de diferentes intensidades de sintomas depressivos em uma amostra de 212 pacientes portadores de episódio depressivo maior, de ambos os gêneros, realizado em Porto Alegre com nível mínimo 5,7%; nível leve 15,8 %; nível moderado 45,5% e nível grave 33%. A amostra de prostitutas aqui estudada apresenta uma prevalência de sintomas de nível leve de 24,7%, de nível moderado de 40, 2% e de nível grave de 7, 2%.
Em relação ao uso de álcool, 61,9% das entrevistadas faz uso de bebidas alcoólicas de forma rotineira. A prevalência em 1 ano de transtornos mentais e de comportamento decorrentes do uso de álcool em estudo populacional realizado na população de Porto Alegre por Busnello e colaboradores15, utilizando o Inventário de Sintomas do DSM-III (IS-DSM-III), foi de 2,7% entre as mulheres. Embora a investigação da prevalência de abuso ou dependência ao álcool não tenha sido o objetivo do presente estudo, limitando portanto a comparação dos dados com os de outros estudos, salienta-se que as mulheres aqui estudadas apresentam uma alta prevalência de uso de álcool.
A prevalência de 28,9% de doenças sexualmente transmissíveis ao longo da vida, número aparentemente reduzido dados os riscos inerentes à pratica profissional da amostra, pode ser parcialmente explicado pela taxa de 93,8% de utilização de preservativos encontrada. Estes achados podem estar relacionados ao trabalho desenvolvido pela organização não governamental Núcleo de Estudo da Prostituição (NEP) onde as entrevistas foram realizadas, que inclui em sua atuação palestras sobre esses temas e a distribuição de preservativos às profissionais que comparecem ao local. Aqui cabe ressaltar também a observação de que as prostitutas responderam a essas questões em relação aos clientes e não aos seus companheiros fixos. Um estudo prévio16 feito com prostitutas de Porto Alegre revelou que o preservativo serve como um diferenciador de relacionamentos. A maioria das mulheres considera um sinal de fidelidade ao marido ou companheiro fixo a não utilização de preservativos com ele, e o preservativo simbolizaria a diferença entre a vida particular e a profissional.
Quanto ao relato de prática religiosa, 27% praticam alguma religião e um grande número de mulheres, apesar de declarar uma religião, não a pratica. A prática religiosa aparece na amostra como um fator de proteção em relação à presença de sintomas depressivos, o que corresponde a achados de literatura em que a prática religiosa está associada com a redução de risco de transtornos depressivos ao longo da vida e a melhoria de qualidade de vida.17,18
Embora a maioria das entrevistadas referissem desejo de abandonar a profissão, 91,8% delas relataram que a motivação para seguir com sua prática profissional é a compensação financeira.
Assim, foi verificada uma alta taxa de prevalência ponto de sintomas depressivos na amostra estudada, com níveis moderado a grave em quase metade dos casos de mulheres prostitutas com sintomatologia depressiva. A luz da revisão de literatura apresentada é razoável levantar-se a hipótese de ser este um grupo de risco para transtornos depressivos. Além disto, análises bivariadas mostraram associação estatisticamente significativa entre a presença de sintomas depressivos (ponto de coorte igual ou maior que 13) e uso de álcool, história de doenças sexualmente transmissíveis e falta de algum tipo de prática religiosa. Análise multivariada não foi realizada em razão do tamanho amostral.

CONCLUSÕES
Na amostra estudada, foi encontrada uma alta prevalência ponto de sintomas depressivos (67%), na qual 47,4% das entrevistadas apresentaram sintomatologia moderada a grave. Associações estatisticamente significativas entre a presença de sintomas depressivos com uso de álcool, história de doenças sexualmente transmissíveis e ausência de prática religiosa foram verificadas em análise bivariada.
A presença de sintomas depressivos pode ser um indicativo de transtorno depressivo maior, mas pode também corresponder a outros transtornos depressivos como: distmia, reações de ajustamento com sintomas depressivos, episódio depressivo em transtorno de humor bipolar e outros transtornos mentais. O diagnóstico clínico definitivo deve sempre incluir entrevista clínica psiquiátrica diagnóstica, não sendo objeto do presente estudo. Entretanto, o excelente perfil psicométrico do BDI para rastreamento de transtornos depressivos em população geral sugere fortemente a presença destes quadros entre as prostitutas estudadas.
O estudo tem o objetivo de chamar a atenção para essa população de risco colocada à margem da sociedade, mas que, seguramente, necessita de atenção e investigações que complementem e enriqueçam os dados aqui relatados sobre este grupo sobre o qual pouco se sabe e se pesquisa em nosso meio.
Os resultados da amostra estudada sugerem ser esta uma população de risco para transtornos depressivos e mais estudos são necessários sobre a população de prostitutas de Porto Alegre e em diferentes amostras de outras cidades brasileiras.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

1. Bassermann L. História da Prostituição: Uma Interpretação Cultural. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira; 1968.
2. Assis A, editor. A Prostituição em Debate: Depoimentos, Análises, Procura de Soluções. São Paulo: Paulinas; 1982.
3. Organização Mundial da Saúde. Classificação de Transtornos Mentais e de Comportamento da CID-10: Descrições Clínicas e Diretrizes Diagnósticas. Porto Alegre: Artes Médicas; 1993. p. 117-126.
4. Kessler RC, McGonagle KA, Zhao S, Nelson CB, Hughes M, Eshleman S et al. Lifetime and 12-month prevalence of DSM-III-R psychiatric disorders in the United States. Results from the National Comorbidity Survey. Arch. Gen. Psychiatric 1994; 51: 8-18.
5. Picon P. Epidemiologia Psiquiátrica. In: Cataldo Neto A, Gauer GC e Furtado NR, editores. Psiquiatria para estudantes de medicina. Porto Alegre: EDIPUCRS; 2003, p. 83-90.
6. Houaiss A, Villar MS, Franco FMM. Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa. Rio de Janeiro: Ed. Objetiva; 2001, p. 2316.
7. Beck AT, Steer RA. Beck Depression Inventory- Manual. San Antonio: The Psychological Corporation; 1987, p.1-24.
8. Cunha JA. Manual da Versão em português das Escalas Beck. São Paulo: Casa do Psicólogo Livraria e Editora; 2001, p.1-171.
9. Lasa L, Ayuso-Mateos JL, Vazquez- Barquero JL, Diez-Manrique FJ, Dowrick CF. The use of the Beck Depression Inventory in the general population: a preliminary analysis. J Affect Disor 2000; 57: 261-5.
10. SPSS Incorporated. SPSS for Windows - version 10.0. Chicago IL: SPSS; 2000.
11. Almeida Filho N, Mari JJ, Coutinho E, Franca JF, Fernandes J, Andreoli SB, Busnello ED. Brazilian mulicentric study of psychiatric morbidity. Methodological features and prevalence estimates. Br J Psychiatry 1997; 171: 524-9.
12. Alegria M, Vera M, Freeman DH Jr, Robles R, Santos MC, Rivera CL. Hiv infection, risk behaviors and depressive symptoms among Puerto Rican sex workers. Am J Public Health 1994; 84: 2000-2.
13. Fachel JMG, Camey S. Avaliação psicométrica: a qualidade das medidas e o entendimento dos dados. In: Cunha JA, editora. Psicodiagnóstico. 5ª edição. Porto Alegre: Artemed; 2000. p. 158-170.
14. Han L, Wang K, Du Z, Cheng Y, Simons JS, Rosenthal NE. Seasonal variations in mood and behavioral among chinese medical students. Am J Psychiatry 2000; 157: 133-5.
15. Busnello ED, Pereira MO, Knapp WP, Salgado CAI, Taborda JGV, Knijnik L, et al. Morbidade Psiquiátrica na população urbana de Porto Alegre. J Bras Psiq 1992; 41: 507- 512.
16. Fábregas-Martinês AI, Benedetti MR. Na batalha: Sexualidade, identidade e poder no universo da prostituição. Porto Alegre: Da Casa; 2000.
17. Kendler KS, Liu XQ, Gardner CO, McCullough ME, Larson D, Prescott CA. Dimension of religiosity and their relationship to life time psychiatric and substance use disorders. Am J Psychiatry 2003;160: 469- 503.
18. Rocha NS, Fleck M. Health status and quality of life- the effect of spirituality, religiosity and personal believes. Rev Bras Psiquiatr 2002; 24 (supl II): 130.

Teste: Índice de "Galinhagem"

Faça o teste e descubra o seu índice de galinhagem!

Legenda:

W: Número de pessoas com quem você já dormiu
X: Sua idade atual
Y: Idade em que perdeu a virgindade
Z: Número de anos em que manteve relacionamentos sérios
IG: Índice de Galinhagem

Fórmula:

W = IG
__________
X - (Y + Z)

Resultados:

Pontuação para Mulheres

0 a 1,5 - Santa, inocente, isenta de malícia,
1,6 a 2,5 - Normal, serve pra casar, arrumadinha
2,6 a 5 - Assanhada com desejo de ser galinha, experiente
+ de 5 - Vagaba! Não merece o prato que come

Pontuação para Homens

0 a 1,5 - Capado, muito feio, broxa
1,6 a 2,5 - Fiel, candidato a corno
2,6 a 5 - Normal, manda bem
+ de 5 - Garanhão, gostosão, bom de cama

Gostou deste teste? Então recomende-o a um amigo!

Motivos científicos para fazer sexo sempre


  • Sexo é um anti-histamínico natural. Ele ajuda no combate a asma e febre do feno.

  • O sexo acaba com as dores de cabeça pois alivia a tensão que aperta os vasos sanguíneos no cérebro.
  • Beijar todos os dias faz bem para a sua boca. O beijo “encoraja” a saliva a trabalhar com mais vontade e a mover a comida, reduzindo assim o nível dos ácidos que causam cáries.

  • O sexo é o tranquilizante mais poderoso do mundo. Consegue ser dez vezes mais eficaz que outros remédios para dormir.

  • Quanto mais sexo, mais sexo. Sim, o corpo sexualmente ativo desprende quantidades maiores de feromônios, um “perfume” natural que ao contato com o sexo oposto o deixa com muito tesão.

  • O sexo é uma cura instantânea para a depressão leve. Ele libera endorfina no organismo e na corrente sanguínea, produzindo uma sensação de euforia e bem estar.

  • Fazer sexo é um dos melhores esportes que você pode praticar. Ele estica e tonifica quase todos os músculos do corpo e, é claro, não é tão eficaz quanto nadar por horas, mas pelo menos é muito mais gostoso.

  • Sexo queima as calorias acumuladas durante o jantar romântico.

  • Fazer sexo reduz as probabilidades de sofrer dermatites, erupções na pele e manchas. O suor produzido limpa os poros e faz toda a pele do seu corpo aparentar mais saúde.
  • Testes científicos descobriram que quando as mulheres fazem sexo elas produzem o dobro de estrogênio, que torna os cabelos mais brilhantes e a pele completamente mais lisa.