segunda-feira, 6 de setembro de 2010

CERIMÔNIA DE ENCOLEIRAMENTO

Poucas coisas em nosso estilo de vida são mais significantes que o uso da coleira pela submissa.

É um símbolo que marca a propriedade do Dominador sobre a submissa, tal qual a aliança no relacionamento baunilha.

A cerimônia de encoleiramento é uma cerimônia formal com a presença de amigos muitos íntimos do casal.

A submissa é acompanhada pelo seu Mentor ou Mentora que será responsável por falar sobre seu comportamento, seu caráter e seu comprometimento com o estilo de vida D/S. ( Dominação e Submissão)

Será também acompanhada por uma ou duas outras submissas que irão acessorá-la e acompanhá-la inclusive no preparo do seu visual.
O Dominador é acompanhado por um ou dois grandes amigos.Um deles levará a coleira para o Dominador.

VESTIMENTA E APARÊNCIA

A submissa deverá se vestir simplesmente, com um tipo de túnica. Suas vestes não deverão ser atraentes mostrando o seu papel de submissão.

Não deve ter nenhum detalhe em seu decote expondo totalmente o pescoço.

Poderá usar adereços nos pulsos, tornozelos e corpo e no pescoço só poderá ostentar a coleira de treinamento, se tiver.

Se tiver cabelos longos deverá prendê-los.

Pequenas flores poderão adornar seus cabelos.

O Dominador deverá se vestir com trajes formais.

As roupas fetichistas também são aceitáveis quando este for o costume dos dois.

Ambos deverão estar conscientes da seriedade da cerimônia.

COMPLEMENTOS

A submissa deverá levar uma flor que será colocada na lapela do traje do Dominador.

O Dominador levará um chicote como símbolo dominante.

Ambos deverão levar cada um a sua parte do contrato mostrando suas obrigações e responsabilidades. Estes contratos serão entregues a um dos assistentes.

A CERIMÔNIA

Uma vêz que todos estiverem sentados, um toque de sino marcará o início da cerimônia.

Neste momento a submissa com suas acompanhantes se moverão para o centro da sala e seu/sua Mentor/a a conduzirá.

Se a submissa estiver sob Sua proteção Ele/a a libertará e o contrato de dissolução desta relação será lido.

Se a submissa já for livre, após um segundo toque do sino, a submissa se afastará para o lado esquerdo da sala e seus acompanhantes irão para o lado direito.

Seu Mentor/a falará sobre suas qualidades aos presentes.

Terminada a palavra, a submissa se aproximará do Dominador com uma guia nas mãos e lhe dirá palavras que traduzam o seu desejo em ser Sua propriedade.

O Dominador aceita a guia e retribui com palavras gentis.

Exemplo:

Submissa: Eu ofereço este instrumento para o Senhor guiar-me e dominar-me ao longo de minha jornada nesta vida.É meu desejo pertencer ao Senhor e acompanhá-lo onde o Senhor quiser me conduzir.

Dominador: Eu aceito este instrumento como símbolo de sua oferta e prometo guiá-la com cuidado e dominá-la seguramente em todos os seus passos.Você me pertence a partir deste dia e Eu usarei todo o meu poder para protegê-la.

O Dominador ordena que a submissa ajoelhe e,com a coleira nas mãos pergunta se ela usará e honrará a coleira como símbolo de Sua propriedade por toda a vida.

A submissa, ajoelhada, olhando o chão, faz seu juramento.

O Dominador coloca a coleira na submissa e diz com toda segurança:

“_Agora você me pertence”

A submissa responderá:

“_Eu agora pertenço ao Mestre...”

Os dois recebem os contratos, assinam, datam e lêem em voz alta.

Exemplo:

“Eu aceito seu desejo de servir-me e honrarei seus sentimentos e necessidades. Você me pertence de corpo e alma. Sua felicidade, saúde e bem-estar estão sob meus cuidados e eu cumprirei tudo porque você é parte de mime do meu destino”.

“Eu aceito as condições de serví-Lo e vou honrá-Lo e amá-Lo. Minha servidão será o melhor que eu tiver que dar de mim. Eu abrirei meu coração, mente e corpo para o Senhor. Eu sou agora parte do Senhor evou respeitar o Seu Domínio sobre mim.”

O Dominador une a guia à coleira.

A submissa beija seus pés simbolizando respeito e submissão.

O Dominador ordena que se levante.

Novo toque de sino anuncia a união formal.

O casal troca abraços e mostra sinais de afeição.


É comum a troca de presentes nesta hora.

O Dominador geralmente oferece uma jóia que deverá ser usada em ocasiões onde a coleira não for apropriada.

A submissa oferece algum presente simbólico.

Uma festa encerrará a cerimônia.


quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Anel peniano que conta as penetrações durante o sexo


Tá certo que estamos na era tecnológica e invenções exóticas e incríveis não são mais novidades…Mas eu não deixo de me surpreender…

Que tal um anel no seu pênis contando quantas penetrações você ‘atingiu’ durante o sexo. Útil? Sem fundamento? Engraçado? Erótico?
Produto está à venda no Reino Unido e custa 9,99 euros (cerca de R$ 30,00)

A insustentável engenharia do desejo

Se a pornografia vai para além do sexo, o que sobraria do corpo? Caberia perguntar se a produção pornográfica teria em seu processo de expulsão e submissão do corpo em prol de algo criado exclusivamente pela indústria do pornô algum parentesco com a expulsão do conteúdo humano da circulação de mercadorias em geral.

Em certo sentido, a pornografia é a forma mais política de ficção, pois aborda como usamos e exploramos uns aos outros, do modo mais urgente e impiedoso.
J.G. Ballard

Seriam as nossas fantasias mais inconfessáveis a articulação de imagens fornecidas pelo repertório de uma indústria do desejo ou seriam os produtos da indústria do sexo a coleta e divulgação do segredo das camas divulgado à revelia?

De qualquer forma, na pornografia há a sedução da imagem, que não atinge mais somente os meninos urbanos em fase de maturação, mas ambos os sexos e imaginários. As criações mais intensas e tudo aquilo que chocaria o repertório comum dos casais é posto e reposto com a sanha de um tipo de iluminismo fora de hora que permite a revelação do irrevelável.

A quem se choca, a cena pornográfica apresenta o sexo em suas formas mais diversas como algo natural, mas que seria arcano à visão nublada pela moral. Vindo por todos os vãos, com todos os meios e extensões. O corpo assim exposto é passível à idéia transgressiva, material manipulável e disponível integralmente com tudo o que se tem ao jogo armado dos corpos jovens e violentos. Nada mais humano que o sexo sem limites. Esta instância apresentada que adere aos desejos inconfessados e assume a carapuça de um impulso natural.

No entanto, algo acontece quando se apresenta o resultado da transgressão erótica do corpo. Primeiro, o ritual burguês e romântico da cena amorosa que enlaçaria os casais é desfeito, depois, é realizada a dissolução da igualdade na comunhão amorosa fincada no contrato pela transgressão mútua e, enfim, aparece a repetição de um repertório facilmente reconhecido, dividido em categorias cada vez mais reduzidas e definidas.

Partes de corpos interagindo em tipos definidos de ação premeditados, prêt-à-porter partilhados em massa que seguem um roteiro pré-definido. Basta ler a embalagem ou o nome do arquivo a baixar na internet. Falemos desta representação específica que não se assume.

A pré-história do filme pornográfico

O corpo mudou muito desde o tempo em que aparecia imediatamente como objeto erótico. No primeiro momento em que se apresentou, seguiu junto com as mudanças da arte um impulso pela liberalização dos costumes. Houve, é claro, as primeiras imagens de representação do sexo, mas é quando surge como imagem em movimento, ou propriamente como filme, depois do cinematógrafo, que estas imagens passam progressivamente a ter como referência o que havia de engraçado no choque propiciado pelos pioneiros da representação em massa do sexo.

As curtas representações iniciais como Les Époux Vont au Lit, de Eugène Pirou, não deixavam adivinhar o que viria, pois, assim como as produções pouco posteriores como o conterrâneo O Bom Albergue, de 1908, todos receavam a exposição direta e integral do corpo nu até ser imaginado um espaço próprio e seguro que foi o bordel, cenário dominante nos filmes posteriores assistidos sem vergonha e às escondidas, pois mesmo que seja constrangedor encontrar alguém no cinema, isto seria natural de acontecer no espaço do lazer de exceção do Vaudeville. Tudo mudará nos anos sessenta com o documentário sueco Jag är Nyfiken, cujo título no Brasil é revelador do quanto chocava seus espectadores curiosos: Eles nos chamam desajustados (- por que desajustados?). É interessante notar que para ter início a exposição da cena completa do sexo e não mais sua representação indireta, adota-se o naturalismo (e, de certa forma, o voyeurismo) na forma de um documentário sobre o comportamento. Como se restasse ao corpo, reservado de sua exposição enquanto elemento social, ser retratado como natureza, como algo capturado de modo desprevenido. Muito da forma da pornografia posterior terá algo do distanciamento com que a jovem Lena Nyman beija o pênis flácido de seu namorado neste filme.

A virada dos anos 70

Apesar da produção pornográfica nos anos setenta ter interiorizado a forma das demais produções cinematográficas ditas sérias, como a duração, o distanciamento na filmagem, a representação e o enredo, ela se tornou um tipo de paródia que visou chocar os valores, enxergando-se como um tipo de transgressão, participando das demais transformações dos hábitos.

Sua difusão comercial se inicia neste período nos EUA quando se adotam medidas que garantem maior liberdade à produção e às classificações que estratificavam as faixas etárias dos filmes, abrindo o caminho para sua recepção no cinema, caminho diferente e posterior ao da revista pornográfica, até então somente liberada nos países escandinavos tidos como liberais e líderes no mercado pornográfico de então.

Constatam-se nestes primeiros sucessos pornôs dois limitadores às suas formas, que talvez fossem ligados à recepção. De um lado, o cinema impedia algo curto e direto a quem se deslocava para vê-lo na sala de projeção; por outro lado, a câmera impedia o enquadramento tão próximo ao atual. No entanto, podem-se observar alguns detalhes.

Por exemplo, de dois casos paradigmáticos como Deep Throat (Garganta Profunda) e The Devil in Miss Daisy (O Diabo na Senhorita Daisy), fiquemos com o primeiro. Deep Throat é um autêntico livre empreendedor numa nova área de sucesso, nada mais americano. De custo baixíssimo, filmado em 1972, é simplesmente o filme pornográfico de maior sucesso de todos os tempos. A batalha dos seus produtores e diretores contra Nixon, que tentou proibi-lo, foi tomada como uma luta entre a América liberal e a conservadora, sendo até mesmo lembrada quando posteriormente deram o nome do informante do caso Watergate de Garganta Profunda.

Seu enredo é o de um filme de humor que ri de si mesmo, colocando o pornô, mesmo constrangido, no vasto catálogo do fun. Linda Lovelace, no papel de Linda, é uma mulher que experimentou de tudo sem conseguir ter um orgasmo, até que descobre graças a um orgasmólogo, o Dr. Young (Harry Reems), que somente “ouviria os sinos” (referência ao orgasmo) realizando felações profundas, pois teria nascido com uma deformação muito particular, o clitóris no fundo da garganta.

É interessante a cena que prenuncia o futuro da representação do sexo no cinema, quando conversa com sua amiga Helen (Dolly Sharp) e esta lhe recomenda a consulta com o Dr. Young, enquanto um jovem que mal se vê, sem nome e que não aparece nos créditos, realiza nela uma cuidadosa cunilíngua, mostrando com que facilidade se pode gozar.

Comparar esta produção com o que adveio posteriormente ainda gera desconforto em quem participou desta mobilização de inspiração reichiana em nome da verdade do sexo e contra a repressão dos costumes eróticos, como representado no desencontro entre este tempo e a atualidade no filme Le pornographe de Bertrand Bonello. Além disso, o sucesso desta produção faz destacar sua efemeridade, pois nunca mais se repetiu com outro filme pornográfico. De qualquer modo, é possível pensar hoje num espectador de filmes eróticos que preste atenção no seu enredo até o ponto em que pudesse notar seus gracejos?

Para isto será necessário o nascimento de dois gêneros distintos, o filme erótico e, no Brasil, a pornô-chanchada, ambos envoltos em enredos suporte cuja revelação do corpo e a insinuação da cena erótica já bastavam para a criação do enlace erótico na fantasia do espectador. Por sua vez, a pornografia se torna cada vez mais distante de tais enredos ao assumir uma proposta mais radical de penetrar constantemente o enredo cada vez menos secreto dos corpos.

O filme pornô dos 80 até hoje

É visível que sua história tomou outro rumo, uma história que mostra como o meio com que se faz o filme e se assiste muda o modo de se fazer filmes, determinando seu conteúdo. Afinal, duas outras mudanças que repercutiram nos filmes são técnicas.

A primeira é menos óbvia a quem assiste. A mudança da câmera que permitiu o recorte do corpo em close, pois a diminuição da câmera permite a aproximação até à derradeira entrada no próprio corpo, com o qual passa a interagir.

A câmera, ao mesmo tempo em que passa a pôr-se em cena sem gerar um efeito de distanciamento (como causou ao surgir na nouvelle vague ou no documentário), passa a afirmar mais um efeito de transgressão em cena, pois aparece em conflito contra qualquer coisa que pudéssemos tomar como “clima” ou enlace erótico, mesmo que ficcional, dos atores na cena.

Ao mesmo tempo em que a câmera aparece, desaparecem progressivamente os atores homens, restando apenas seus genitais, o que só não acontece com a atriz, e isto porque a face dela é importante para outro ato de transgressão recorrente, a ejaculação em sua face, como se no enredo do filme se efetuasse um ataque ou uma vingança da força contra a beleza.

A segunda modificação formal e técnica foi a possibilidade de se ver o filme em casa graças ao vídeo cassete, o que tornava a recepção privada. Os anos oitenta criaram suas divas, as principais sereias deste canto privado dos filmes, com destaque à atriz húngara, depois naturalizada italiana, e deputada de seios à mostra eleita pelo Partido Radical Cicciolina (nome fictício, artístico e político de Ilona Staler).

Com a mudança da recepção pública para a privada puderam ter início as exposições mais radicais do corpo e dos desejos humanos mais secretos. A citada estrela Cicciolina inicia a divulgação de cenas mais radicais intermediadas por imagens de “bestialidade” com cavalos, cenas com fezes e outros eventos tolerados graças ao seu semblante doce, tornando os meandros das taras privadas mais palatáveis.

Seria demais dizer que ela abriu a Caixa de Pandora, pois, contra o filme pornográfico “com história”, estabeleceu-se a definição do filme pela tara específica que já descreve o ato, o que se viu em produções, na época, menores. Os filmes de Cicciolina tinham nomes pomposos ou eufemísticos como A ascensão da imperatriz romana e Banana com chocolate, nunca algo literal como Anal com Fezes I, ou similares que conquistariam sua reputação nos anos 90.


No entanto, notemos, ela teve nome, um corpo inteiro e uma personalidade ainda que fictícia, não sendo apenas um fragmento de seu corpo, pois, apesar de expor muito seus seios, eles aparecem com o resto. A redução metonímica do corpo do desejo em fragmentos assumiu a característica que vinculava o espectador ao seu produto audiovisual de conteúdo sexual. Em determinado momento passou a emergir nas categorias dos filmes o catálogo de excentricidades, patologias e taras assumidas como naturais no espaço da cama, onde tudo era aceitável, apesar de velado por culpa da moralidade (ao menos era o que se acreditava, seguindo o repertório reichiano).

As seções veladas das vídeo locadoras, que se enchiam de sócios envergonhados, deram lugar à internet quando ocorreu uma explosão do desejo de participar do espetáculo, de se tornar objeto de desejo, de chocar e ressignificar os hábitos sexuais em novas categorias, enquanto gostos separados. No entanto, pareceu ser necessário manter o normal e a culpa, ainda que só para transgredi-la. Ou que outro motivo haveria para a manutenção dos filmes com história, enredo e o cada vez mais supérfluo esquema inicial de sedução e enlace dos casais, que se tornaria ele mesmo uma tara, muitas vezes jogada para a categoria de “filmes pornográficos orientados para mulheres”?

Progressivamente, a efusão de filmes de pequena duração, amostragens gratuitas com recorte e focalização exclusiva em partes separadas do corpo foram justificadas pela manutenção do anonimato, que se somaria à efusão de experimentos visando chocar pela exposição da imagem do sexo, mesmo que o impacto da imagem do corpo erotizado fosse progressivamente anestesiado pela sua naturalização em comerciais, filmes, novelas, histórias em quadrinhos, etc. Tudo isto levou, por um lado, à radicalização do impacto como objetivo da exposição da imagem, como se a cena amorosa houvesse efetivamente se descolado do sexo, sublimado num tipo de esporte que envolve relações de força para além da cena, visando outro tipo de relação que criasse efeitos no espectador. O sexo retratado visaria criar uma máquina para um efeito nem sempre erótico, bastando, para isso, acompanhar um dos maiores sucessos do You Tube.

O filme brasileiro Two Girls and one Cup, cuja ação envolve duas garotas entre fezes e regurgitação, virou sensação quando alguém teve a idéia de exibi-lo a outra pessoa e retratar suas reações. Referências a este “jogo” apareceram em seriados de TV americanos e animações seriadas para adultos. Este parece ser o resumo do jogo criado entre a retratação, a reprodução e a exibição de filmes pornográficos atuais, resultando num distanciamento inclusive do sexo. O foco agora é dado diretamente ao impacto causado no espectador, sendo a cena erótica um fundo de onde se desloca a outra ação, a de se obrigar a ver este mesmo filme.

Quando percebemos que a indústria do sexo e a própria representação espetacular do sexo podem funcionar mesmo sem sexo, dizendo mais respeito a uma atitude sobre ele, podemos concluir com certeza que sua exploração, exposição e a reprodução de suas formas vai muito além da função iluminista que tentavam os Manuais de Educação Sexual ou Enciclopédias sobre o tema, mesmo que a pornografia muitas vezes se justificasse como uma extensão radical das pesquisas do Dr. Kinsey, que permitiram a muitas senhoras americanas tratar do tema com normalidade.

No entanto, qualquer um dos seus espectadores e produtores passará a evocar esta defesa no interesse de preservar uma pretensa inocência do produto, para garantir um resquício de experiência para o espectador, colocando a pornografia como uma diversão entre muitas, que deve preservar a relação do espectador com o filme próxima à da contemplação natural ou encantada, algo da ambigüidade do sagrado/maldito que Mauss descrevia a respeito do sacrificado, mesmo que saibamos do mercado que representa e do que implica.

Mas se a pornografia vai para além do sexo, o que sobraria do conteúdo humano da pornografia, o corpo?

As infinitas manipulações do corpo
É facilmente percebida a diferença entre a pornografia de períodos anteriores e a atual, no que toca ao corpo, e isto porque há uma ligação entre a experiência do sexo fora da pornografia e a que se dá nela. O corpo não é mais imediatamente erótico e teve de se modificar para poder tornar aceitável sua representação, colocando-se como algo de elaborado.

Por que o corpo nu na pornografia expulsou os pêlos do corpo das atrizes e atores, tornando a superfície de sua pele similar ao plástico, com brilho e liso, manipulável e elástico, a ponto de ser forçado às peripécias mais radicais entre volumes os mais incomuns? Será isto reflexo da própria sociedade que talhou igualmente o corpo da modelo de biquínis e lingerie, ou terá aí a participação da indústria do sexo?

Basta notar a rápida mudança que se experimenta ao longo das décadas, chegando ao que vemos hoje. Alguém poderia argumentar que esta seria a marca de um desenvolvimento da civilização e da sociedade que, ao apreender a superfície do corpo como espaço de simbolização, revelaria a interiorização de uma categoria socialmente partilhada. Tal forma de se mostrar, aparentemente gostaria de se libertar das marcas da natureza, como o nosso parentesco com os animais atestado pelos nossos pêlos.

Deste modo, a superfície lisa nos colocaria na categoria de símiles levados para outro plano de elaboração do corpo, o que atestaria marcas culturais em mudança. Nada mais natural, ou melhor, cultural, como o mostram as tatuagens que se tornaram corriqueiras e pouco chocam hoje as madames da high society. O que há demais em se tornar liso?

No entanto, colocamos que não tratamos propriamente do corpo em si, mas do corpo apreendido pela indústria do sexo, e, além disso, dentro deste contexto teríamos dois desdobramentos possíveis:

Um seria o de que a pornografia apreende características determinadas por mudanças sociais, sendo apenas recortada e divulgada em escala industrial.

O outro desdobramento, o que prenderia o corpo dentro de um nível de erotismo socialmente determinado em categorias, o que pode tornar a presença de pêlos na atriz e no ator pornô uma dentre as suas possibilidades eróticas, que se estratificam sem se negar. Esta posição implica que se pode estratificar infinitamente as categorias do erótico, havendo até mesmo uma categoria específica para o que antes foi comum no corpo (e talvez ainda o seja), sendo deslocado para uma “tara”, como o “hair”, a presença de pêlos que sai de sua existência natural para ser aproximada ao exótico, ao estranho.

O desejo desencarnado

Como elemento de problematização, fiquemos com a segunda intuição, a de que haveria alguma relação entre esta mudança da exposição do corpo com base na produção pornô.

O distanciamento dos atores na cena apresenta os atores pornôs como se fossem independentes não apenas um do outro, mas do próprio ato sexual em si. Veja-se o semblante, como se fossem poses de modelos, mantendo outro tipo de apresentação do corpo deslocado da cena sexual em ação, não importa a intensidade e os orifícios envolvidos. Seria uma afirmação da potência do Eu, que resistiria a toda aquela articulação maquínica que envolve os atores, a cena, o diretor, as luzes, que olha para a câmera como se não estivesse ali, mesmo que ela se denuncie como presente na cena ?

Neste caminho há dois planos de deslocamento em relação ao sexo. O primeiro, o do distanciamento do corpo suplantando a forma orgânica e mesmo animal que ele é. O segundo, o distanciamento da interação, mostrando-se o ator ou a atriz como superiores à situação em que se inserem, como numa luta, um contra o outro, ou contra a cena, o espectador e todo o entorno, mas sem que esta captação apresentasse uma marca que pudéssemos aparentar com o distanciamento da forma cinematográfica, como o efeito de opacidade que Bazin buscava ao criticar na montagem o falso efeito de naturalismo, o que acreditamos não poder ser posto pela cena pornográfica, pois as diferenças do pornô são alegóricas e irônicas como a própria representação.

Com efeito, falsos flagras e cenas feitas com câmeras amadoras estimulam o desejo voyeur, o desejo de surpresa como aparece em diversas produções para a internet, ligados à acessibilidade da reprodução de imagens que as novas câmeras portáteis permitem aos casais. Estes se apresentam gratuitamente enquanto bens simbólicos para que a indústria do espetáculo lucre com o salto mortal de seu ato sexual em mercadorias, assim como a própria simulação destas cenas “reais” capturadas pela indústria.

O ato sexual se torna esporte de corpos inorgânicos, apresentados enquanto saltos libertadores das prisões e limitações de desejos representados não somente pelo tabu sexual, mas também do próprio corpo – mesmo que tal desejo em busca de libertação seja pré-definido dentro de uma categoria de ação previamente descritiva (anal, oral, bukake, public, etc.).

A internet aparece como um espaço de circulação de imagens que permite a indexação de quaisquer categorias, ainda que progressivamente elas se afinem, posto serem dadas ao imaginário e convidadas a se libertar na realidade (ou no virtual), tornando-se novas imagens postas em circulação na internet. Uma máquina de catalogação e ordenação da pluralidade dos atos eróticos.

Se saber de tudo isto não basta para distanciar de vez a força da presença ou a sugestão das imagens da pornografia na vida sexual fora da tela, cabe perguntar porquê ela subsiste? Ou ainda, conforme as questões levantadas por J.G. Ballard no ensaio introdutório ao romance Crash:

”A moderna tecnologia nos proporcionará meios até hoje não sonhados de dar vazão a nossas próprias psicopatias? Esse direcionamento da nossa perversidade inata vai, presumivelmente, nos beneficiar? Existe algum desdobramento lógico desviante mais poderoso do que aquele fornecido pela razão?”

Estas coisas só se responderiam com uma pesquisa que soubesse como os corpos entram na pornografia, como se situam lá e, mais ainda, o que ela significa para a recepção. Ou melhor, por que, mesmo ironicamente, a imagem dura e plástica da pornografia mantém sua circulação para além da indústria, com casais que mandam imagens de si mesmos e que, sem lucrar nada com isso, se entregam a tal impulso de “libertação”, criando complicações sociais para si mesmos ao pôr em circulação suas imagens oferecidas livremente para outras pessoas, mas que são reproduzidas numa indústria que lucra justamente com este impulso?

Aparentemente, para o caso do receptor a situação é um moto-perpétuo. A relação com a imagem pornográfica parece ser a da busca de uma imagem que sacie por si mesma o impulso por sexualidade representado por uma imagem cada vez mais violenta. Aparentemente, seguiria o sentido libertador da ruptura de um tabu, visto pelo receptor não como valor, mas como determinação externa que limita suas experiências. Rompido este tabu, vem a saciedade momentânea do impacto que causa nos próprios valores partilhados, vistos como externos, permitindo ao consumidor seguir em busca de imagens ainda mais radicais. No resultado geral, isto acaba em ansiedade por mais imagens, tédio com o processo e angústia com a repetição. Na produção, resulta em condições cada vez mais difíceis a pessoas que são trabalhadores sujeitados à produção da pornografia inserida numa competição feroz de um mundo espetacular, apesar de cada vez mais longe do glamour de imagens que ninguém mais vê do mesmo modo, pois a internet disponibiliza criações pornográficas o tempo todo. Imagens da carne cujos limites são abstraídos para a manutenção do sexo como evento mecânico/inorgânico que violenta.

E, por fim, caberia ainda perguntar se a produção pornográfica teria em seu processo de expulsão e submissão do corpo em prol de algo criado exclusivamente pela indústria do pornô algum parentesco com a expulsão do conteúdo humano da circulação de mercadorias em geral. Ou seja, se o corpo estaria sendo não apenas suprimido neste momento em que ainda subsiste, mas subsumido na produção de mercadorias imagéticas, de corpos eróticos inseridos na lógica do capital, que daria uma resposta própria à definição tanto do que sejam corpos, quanto do que seja erótico. Resposta que, apesar de circular cada vez mais nas cabeças dos casais, tornou-se impossível de ser reproduzida nas camas onde, a princípio, teria início e que é, além disso, detentora de uma lógica própria, que teria origem e finalidade para fora do sexo.

Concluindo, paradoxalmente, o pornô apontaria para algo fora do sexo que ainda não sabemos o que é, ou se estaríamos tratando ainda de indícios de uma outra forma de sexualidade que ainda começa a se manifestar, uma sexualidade pós-humana.

Bibliografia

ABREU, Nuno César. O olhar pornô. Mercado de Letras, São Paulo, 1996.
BALLARD, J.G. Crash. São Paulo, Companhia das Letras, 2007.
KINSEY, Alfred. Sexual Behavior of human Female. Los Angeles, Pocket, 1965.
KINSEY, Alfred. Sexual Behavior of human Male. Indiana, Indiana University Press, 1998.
LEITE JR, Jorge. Das Maravilhas e prodígios sexuais – A pornografia “bizarra” como entretenimento. São Paulo, FAPESP/Annablume, 2006.
MAUSS, Marcel e HUBERT, Henri. Sobre o Sacrifício. Cosac Naify, São Paulo, 2005.
MAUSS, Marcel. Sociologia e Antropologia. São Paulo, Cosac Naify, 2003.
REICH, Wilhelm. A função do Orgasmo. São Paulo, Editora Brasiliense, 1973.
SAFATLE, Vladimir. A profanação como crítica da ideologia - Novo livro de Giorgio Agamben procura ser um tratado teológico-político às avessas. Disponível aqui. (Acessado em: 7 ag. 2008.)





domingo, 29 de agosto de 2010

Manual do Sexo Oral:

Enquanto o pessoal ta aí discutindo sobre outras inutilidades, vou direto àquilo que interessa –

Manual do Sexo Oral:

Este guia só faz sentido para quem realmente gosta de sexo oral. Se você é do tipo que faz apenas para cumprir o script, esqueça! Não existe nada mais sem graça do que uma lambida burocrática. Se, ao contrário, você sente prazer verdadeiro em dar prazer com a boca, este guia irá lhe ajudar a melhorar ainda mais sua performance.

Antes de tudo, convém conhecer a fruta em detalhes. Para isso, dê uma conferida na foto ilustrando a "Anatomia de uma vagina .Mas tenha sempre em mente que o sexo oral não se restringe à região genital. O corpo da mulher é todo sensível e merece ser beijado, lambido e chupado por inteiro.

Claro que algumas partes são mais sensíveis que outras e isso varia de mulher para mulher. Portanto, para não correr o risco de desagradar, comece lambendo o pé da cama. Aí não tem como errar. Falando sério, vá devagar, lambendo pelas beiradas. Em se tratando de assunto tão delicado (sob todos os sentidos) nunca vá direto ao ponto. O "grelo" é por demais sensível e até mesmo o contato da língua pode ser incômodo se sua parceira não estiver suficientemente excitada.

Os seios e os mamilos são ótimos pontos de partida. Trate-os com carinho, chupe devagar, passe a língua nos mamilos e sinta-os endurecer. Morda bem de leve (a não ser que ela peça o contrário).

Cuidado com a barba por fazer. Embora algumas mulheres gostem, a maioria vai se sentir incomodada. Barba roçando em lugares sensíveis funciona como uma lixa.

Dedique atenção especial à nuca e às costas. Deixe a língua deslizar lentamente de cima para baixo, até a base da coluna.

Beije a bunda, as coxas, as virilhas… Brinque com a língua em torno do ânus, lamba carinhosamente o períneo (aquele pedacinho que fica entre a vagina e o ânus). Você pode e deve se concentrar durante alguns minutos nessa região extremamente rica em terminais nervosos e, por isso mesmo, super sensível.



1 = Corpo do clítoris

2 = Clítoris
3 = Lábios menores
4 = Entrada vaginal
5 = Lábios maiores







EXPERIMENTE!!!!!Tomar vinho ou champanhe

Derrame lentamente sobre a vagina e vá lambendo, absorvendo cada gota. Não use destilado (uísque, vodka, etc… porque arde).

Bem, finalmente chegou o momento de encarar a coisa de frente. Ela, a essa altura, a mulher deve estar louca para sentir sua boca envolvendo-a por inteiro. Provoque um pouco mais. Toque a vagina dela com os dedos, introduza um ou dois na vagina, mexa lá dentro, sinta o calor, a umidade. Tire os dedos, lambuzados do caldinho dela e chupe, sinta o sabor… Ela vai adorar ver você fazendo isso.

O orgão sexual feminino possui uma “arquitetura” complexa, rica em detalhes. Explore todos as dobrinhas. Deslize a língua pelos pequenos lábios, de cima para baixo, de baixo para cima, de um lado, do outro… Se ligue na textura e no sabor.

EXPERIMENTE!!!! Com Gelo

Coloque uma pedrinha de gelo na boca e, ao mesmo tempo, chupe-a. A mescla do calor da sua boca com o frio do gelo provoca sensações incríveis.

CUIDADO!!!! Algumas mulheres são tão sensíveis que não agüentam o contato direto com a ponta do grelo. Nesses casos, concentre-se nas laterais dele ou use a pele que recobre o clitóris como proteção.

Separe os lábios da xota com os dedos e enfie a língua na vagina o mais fundo que você puder. Faça movimentos de entra-e-sai com a língua, imitando uma boa trepada.

Envolva a vagina toda com a boca e chupe gulosamente, como quem chupa uma fruta madura, sorvendo cada gota do melzinho dela, sem deixar de trabalhar com a língua.

O Clitóris é a meta. Somente quem sabe tratá-lo adequadamente é capaz de dar uma chupada inesquecível.

Mais do que nunca, você precisa estar sintonizado com sua parceira, atento às suas reações mais sutis. Esse é o melhor de todos os guias para fazer a coisa certa.

Experimente enfiar um ou dois dedos na vagina enquanto lambe o clitóris dela. Mexa lá dentro devagar, faça movimentos lentos de entra-e-sai com os dedos, tente encontrar o Ponto G (uma protuberância na parte anterior da vagina, a uns 5 cm da entrada). Se você fizer isso direito ela vai ficar doida. Se ela lhe pedir para tirar os dedos, tire. Algumas mulheres perdem a concentração quando você faz isso.

Do mesmo modo, você pode experimentar enfiar um dedo no ânus dela enquanto chupa. Mas vá com calma porque nem todas gostam desse tipo de carinho. Fique ligado nas reações dela.

Coloque o clitóris na boca e chupe suavemente enquanto brinca com a língua na ponta dele.
Alterne as chupadas com lambidas ao longo da fenda da vagina, nas virilhas, nos grandes lábios…
Volte a se concentrar no clitóris, vibrando a língua bem rápido. A alternância é importante pois a manipulação constante do clitóris pode provocar um resultado oposto ao desejado: ele tende a ficar dormente e aí todo o caminho que você construiu rumo ao prazer supremo da sua parceira vai por água abaixo. Mas têm um detalhe: se você perceber que ela está prestes a gozar, não pare nem mude a forma como está fazendo. Mantenha o ritmo e a pressão até o fim.


sábado, 28 de agosto de 2010

CUIDADOS NO SPANKING.

Antes de aplicar um spanking mesmo que leve no escravo, alguns cuidados devem ser observados como: os locais a serem aplicados o spanking, alguns são apropriados enquanto outros
merecem uma maior atenção, deve-se avaliar o estado de saúde do mesmo e checar com cuidado algumas condições que favoreçam o aparecimento de hematomas, como: quão forte é a
pele da pessoa, a presença de algumas doenças ou se o escravo está tomando determinados tipos de remédios (como anticoagulantes). Outro fator a ser considerado é que escravos de mais idade tendem a ter vasos sanguíneos mais frágeis, portanto, estão mais propensos a terem hematomas.
Segundo passo é observar as marcas que vão se formando na pele do escravo.

A figura ao lado corresponde as áreas do corpo conforme um semáforo de transito, ou seja as áreas vermelhas devem ser evitadas, as áreas em amarelo deve-se ter um cuidado maior, as
áreas verdes tem “transito” livre.


Ai vão algumas dicas de cuidados com certas regiões do corpo na hora de aplicar o
spanking.


REGIÕES E CUIDADOS:

REGIÃO GLÚTEA: É a região que oferece menos riscos a
pratica. Pois é onde se encontra a maior quantidade de gordura e músculos do corpo
humano. Isso permite total liberdade de uso de todos os acessórios de sua maleta:
chinelos, cintos, chicotes, chibatas, canes, paddles, etc.







COSTAS:
Também uma parte do corpo muito utilizada. Porém alguns cuidados devem ser tomados
devido a presença das costelas e dos órgãos vitais: pulmão, coração e fígado. È bom que se evite o
uso de acessórios pesados como canes e paddles que podem causar a fratura da costela e
lacerações desses órgãos. Portanto dê preferência a chicotes, são mais maleáveis assim diminui-se o risco. Cuidado em especial com o rosto do escravo durante o chicoteamento nessa área.

REGIÃO LOMBAR
Deve-se evitar essa região ali se encontram os rins, que são órgãos sensíveis.




PERNAS
Área livre para spanking. Apenas deve-se evitar a parte interna das coxas, pois ali
passam uma grande quantidade de sensíveis vasos sanguíneos, e os joelhos, pois contém
ligamentos específicos e sensíveis.






PÉS E MÃOS
Locais de bastante resistência e dificilmente deixam marcas. Cuidado com o dorso das
mãos/peito dos pés, pela grande quantidade de tendões e vasos existentes.




BRAÇOS
Utilizar apenas a parte externa.
PEITO
Área sensível ao spanking pesado, podendo desencadear mastites, hipertrofias e até
deslocamento das glândulas. Portanto, pegue leve nesses locais. Se a escrava usa prótese de silicone, o cuidado deve ser redobrado, pois qualquer inflamação no local pode levar à rejeição da prótese e à necrose dos tecidos. Nesse caso, apenas tapas são permitidos, e de intensidade
moderada.

PESCOÇO
ÁREA DE TOTAL RISCO. Nas laterais do pescoço há presença das veias jugulares e
artérias carótidas, que drenam/irrigam a cabeça.

ROSTO
Apenas tapas com as mãos são indicados, não sendo aconselhável o uso de chinelos/réguas, etc cuidado em especial com chicotes, pois estes facilmente atingem os olhos. Se a pele do escravo for muito branca e sensível, tapas fortes no rosto podem deixar hematomas.

GENITAIS

Sexo masculino
- chicotadas são contra-indicadas tanto na bolsa escrotal quanto no
pênis. No pênis pode-se dar tapas e puxões. Na bolsa escrotal, evita-se bater com força
ou chutar em virtude da presença dos testículos em seu interior. Você pode suspender os testículos próximos à virilha se o escravo estiver deitado, com o uso de esparadrapos, deixando a bolsa escrotal vazia em sua parte inferior, livre para torturas diversas (aí sim os tapas fortes são permitidos). O problema não é o “saco” em si, pois este, vazio, tem pouca sensibilidade. O que o
torna sensível é a presença dos testículos dentro.

Sexo feminino - chicotadas devem ser evitadas, principalmente na vulva, por ser
constituída de tecido mucoso que corta facilmente ( a não ser que esse seja o objetivo!).
Tapas, mesmo fortes, estão liberados, e chutes com os pés descalços também.

RECOMPOSIÇÂO DO TECIDO PÓS SPANKING.

Durante o spanking mesmo que leve, o tecido é lesionado. Ocorrendo assim a
ruptura de vasos sanguíneos superficiais, levando ao sangramento. Esses vasos por sua
vez se contraem e o sangue da superfície rapidamente se coagula.
Nos dois primeiros dias, dá-se a fase inflamatória, que é acompanhada de
edema, que torna a pele vermelha e caracteriza-se por inchaço local devido a
uma vasodilatação e a migração de leucócitos da corrente sanguínea para o
tecido lesado, a fim de absorver partículas estranhas. Por volta do terceiro dia, o coágulo
começa a ser substituído por um tecido de granulação, que evolui até o surgimento
de novas células epiteliais. Após o terceiro dia, inicia-se um depósito do colágeno, substância que permite a união fibrosa dos tecidos.
Perguntei para um cirurgião vascular, amigo meu, ele fala que “Ao invés de correr atrás de cubos de gelo e pomadas, basta pressionar o local atingido com as duas mãos, com força, por três
ou quatro minutos” Mesmo que o gelo seja uma boa opção, já que causa o resfriamento
e o fechamento dos vasos rompidos, só o tempo gasto para retirá-lo da fôrma já favorece
o sangramento. “Pressionar impede que o sangue saia dos vasos e entre em contato com
a gordura, o que causa a dor”, afirma o médico. É importante lembrar que esses minutos
devem ser acompanhados com o relógio e a mão não deve ser retirada, nem a pressão
aliviada, pois isso libera o sangue para formar o hematoma.
Caso o hematoma já esteja formado, é aconselhável colocar compressas de água
quente nas próximas 24 horas após o trauma. “Elas aliviam a mancha por dissiparem o
coágulo de sangue,” afirma o cirurgião.

Outros cuidados também podem ser tomados a fim de uma melhor recuperação:

- Uso de pomada. ( indicada- à base de polissulfato de mucopolissacarídeo)

-Se houver sinais inflamatórios claros (vermelhidão, calor e inchação do local por mais
de 12 horas após a sessão). É aconselhável o uso de algum antiinflamatório.

-Realizar limpeza local com anti-céptico para evitar infecções.

-Evitar exposição solar pelo menos durante dois ou quatro meses para evitar o
escurecimento da pele. (dependendo da lesão e da pele do indivíduo.)

-É aconselhável utilizar sempre filtros solares para proteger a pele.

- Para uma melhor cicatrização pode-se utilizar creme á base de óleos com elevado teor
de ácidos graxos, como óleo de Rosa Mosqueta e também cremes vitaminados com
vitamina a,D3, E alantoina e óxido de zinco4, também cremes à base de tretinoína,
hidroquinona ou ácido kójico.

A repetição de golpes sobre um mesmo lugar pode fazer com que marcas tornem-se
permanentes, mas às vezes um único golpe, dependendo da força e da laceração
provocada pode produzir uma cicatriz irremovível por meios caseiros. Músculos não se
lesionam tão fácil assim. Para isso acontecer é necessário o rompimento interno de
fibras. E aí, para que algo assim ocorra, a força empreendida certamente não será
mais aquela de um jogo que deve ter um mínimo de segurança e sanidade como o
BDSM, e sim a de uma violência extrema e desnecessária.

CUIDADOS QUANDO OCORRE A LACERAÇÃO DA PELE:

Se o objetivo é um spanking hard com laceração da pele ou cortes, nos dias que antecederem o ato, procure incluir na dieta do escravo: fígado, couve-flor,repolho, leite, tomate, óleos vegetais,
ovo, aveia, batatas, cenouras e carnes de vaca e/ou porco. Esses alimentos contêm muita vitamina K, que ajudam na transformação de algumas proteínasresponsáveis pela coagulação do sangue.
E também contem vitamina E, que ajuda na prevenção de danos celulares, além de
melhorar a circulação e ajudar na regeneração de tecidos.



Tenha sempre alguns itens à mão:

Um anti-séptico spray (indicação-pomada à base de Cloridrato de Lidocaína, um dos melhores no mercado atualmente).

Algodão e gases.

Um jarro com água bem gelada pra qualquer eventualidade.

Pomada cicatrizante e com antibiótico, assim os cortes se fecham sem risco de
uma infecção (pomada indicada- feita de : fibrinolisina, desoxirribonuclease, cloranfenicol)

Sabonete neutro de glicerina.

Cuidados no momento seguinte a lesão:

-Lavar o local lesionado com água bem gelada, para agir como vaso constritor, e fechar
alguns vasos que ainda estejam sangrando.

- Depois para o chuveiro (ligado no frio), usar o sabonete de glicerina, lavar e enxaguar
abundantemente.

- Em seguida, enxugar todo o corpo, com atenção especial para as feridas, não deixar as
extremidades úmidas.

- O passo seguinte, é pulverizar o local com o anti-séptico (esse deve ser usado varias
vezes ao dia).

-Aplique a pomada cicatrizante no ferimento. É melhor o efeito quando aplicada em pequenas quantidades, mas em espaços
pequenos de tempo, em vez de grandes quantidades em espaços longos. Uma sugestão é
de que aplique ao menos de quatro em quatro horas.


CUIDADOS NO DIA A DIA APÓS A LESÃO:

Toda vez que a pele é lesionada, requer cuidados adequados. Caso contrário, o
processo de recuperação será mais doloroso, o local machucado poderá sofrer prejuízos
irreparáveis – além de a nova pele nascer com até 50% menos qualidade que a original.
Para tratar adequadamente as feridas é preciso, antes de tudo, compreender a função
da pele. Esse tecido (a pele) serve para impedir a perda de líqüidos pelo organismo e age como
um instrumento de sensibilidade à dor cujas principais funções são: informar o cérebro
das agressões externas, regular a temperatura do corpo; proteger o organismo contra
agentes externos e eliminar toxinas. .

Sua estrutura é dividida em três camadas, cada uma com características e funções diferentes.

Epiderme É a camada mais superficial da pele. Por estar em contato direto com o meio exterior, é a responsável por proteger o organismo dos agentes externos e refletir o aspecto
saudável em sua superfície.

Derme É a camada intermediária da pele, responsável por sua sustentação e nutrição. Constituída por fibras de colágeno, elastina e glisaminoglicanos (gel coloidal) que garantem a firmeza, a elasticidade e o equilíbrio da pele. É nela que encontramos as glândulas sebáceas, produtoras de sebo que formam parte da emulsão natural que protege a pele de irritações e evita o seu ressecamento.

A derme é a segunda camada da pele, sendo responsável por sua sustentação e nutrição
Hipoderme ou Tecido celular subcutâneo
É a camada mais profunda da pele, formada basicamente por vasos sangüíneos e células de gordura que funcionam como um isolante térmico e dão forma ao contorno do corpo.

Assim, toda vez que se corta parte desse revestimento, abre-se uma porta sem que se
tenha qualquer tipo de defesa natural como as existentes em outras entradas do corpo –
nariz, ouvidos, olhos, etc. Por isso, cada vez que se abre uma entrada não natural,
precisam-se adotar certos cuidados:

-Não deixar a ferida secar. Isso é um dos erros mais graves. O ideal é que o local
lesionado esteja úmido, com os tecidos apresentando coloração natural. As crostas
secas, as famosas “casquinhas” significam que o lugar ressecou, não recebeu plena
oxigenação de dentro para fora e, portanto, a regeneração se tornará mais lenta e é um
sinal de que algo está errado. Na eventualidade das incômodas casquinhas surgirem,
devem ser retiradas por profissionais e jamais arrancadas. Para isso, existem produtos
específicos – como os hidrogéis ou coberturas de absorção - que não causam traumas.

- Na troca de curativos lavar os ferimentos com água morna. Utilizar água fria retarda a
recuperação do tecido em quase quatro horas.

-A temperatura da água utilizada para lavar a lesão nas trocas dos curativos. Deve ser de
36,5o ou 37o, que é a temperatura interna do corpo. Caso não se obedeça a esse
cuidado, haverá um choque térmico e a interrupção do processo de mitose (duplicação
natural das células). Isso implica em uma demora de 40 minutos para a área voltar à
temperatura normal e mais cerca de três horas para a retomada do processo de mitose,

-Exceto na limpeza inicial, todas as outras não devem conter sabão.

-Enxugar bem e com cuidado o local do ferimento.

-Aplicar o anti-séptico. Lembrando que esse deve ser aplicado várias vezes ao dia para
um melhor resultado.

-Aplicar a pomada cicatrizante.

Além do bom trato, uma boa cicatrização é conseguida com cuidados como alimentação
e hidratação adequadas, repouso e condição emocional favoráveis. A dieta ideal para a
recuperação é a que contêm boas doses de cobre, zinco, manganês, ferro, vitamina A e
D, proteínas e carboidratos.

EREÇÃO


Ereção
A ereção ocorre quando os corpos cavernosos são inundados por uma grande quantidade de sangue. Ela pode ser provocada de forma reflexa, psicogênica ou ambas.

Ereção Psicogênica.
Na ereção psicogênica, os estímulos partirão do cérebro, descerão pela medula e chegarão através de nervos até os órgãos genitais, levando assim, os comandos de ereção.
Este tipo de ereção ocorre frente a um estímulo que cause excitação ou desejo sexual, seja ele visual, tátil, por cheiro, sons, pensamentos, etc. Ela é comandada pelo centro medular toracolombar níveis T11-L2.

Ereção Reflexa.
A ereção reflexa será gerada por estímulos nos órgãos genitais ou regiões próximas. Tais estímulos chegarão até a medula, que responderá com comandos que levarão à ereção, caracterizando um arco reflexo, independente de estímulos do cérebro. Ela é comandada pelo centro medular sacral situado nos níveis S2,S3 e S4.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

PASSO A PASSO DA MASSAGEM TAILANDESA




Com ele(a) de bruços, o parceiro(a) com o óleo de sua preferência. Então, escorregue delicadamente os mamilos e a barriga pelas costas, braços, bumbum e coxas do seu amado(a).


Agora, ponha um joelho de cada lado do corpo do parceiro(a) e apoie as mãos mais à frente. Brinque com seus mamilos na nuca dele(a).


Com os joelhos encaixados entre as pernas de sua vítima, deslize da coxa até o bumbum. Depois, volte à posição inicial e passe a ponta dos cabelos e as unhas lentamente, das costas até os pés dele(a).




Sentando sobre o bumbum do parceiro(a), excite-o com suas partes íntimas. Faça isso também nas costas, na coxa e na parte de trás dos joelhos. Então, vire-o de frente e tente continuar a massagem... kkkkkkkkkkkkkk