quarta-feira, 19 de agosto de 2009

TPM – JESUISSSS !!!



A Tensão Pré-Menstrual (TPM) atinge as mulheres de maneira diferente. Algumas ficam literalmente de cama, anti-sociais, estressadíssimas, intolerantes. Outras ficam carentes, choronas, comilonas. Mas a verdade é que em uma sociedade como a nossa, em que as mulheres, cada vez mais, acumulam funções múltiplas (mãe, mulher, profissional, chefe, amiga, patroa, chefe de família) a TPM é um problema que precisa ser encarado por todos, inclusive o parceiro.

Os sintomas mais comuns ligados à TPM são:

Sintomas físicos

Fadiga; Dor de cabeça (cefaléia); Inchaço nos pés e nas mãos; Dor nas mamas; Distensão abdominal; Cólicas; Alteração do apetite; Alteração do sono (aumento do sono ou insônia)

Sintomas emocionais

Irritabilidade; Depressão ou desespero; Ansiedade e tensão; Tristeza repentina; Choro; Raiva e fúria; Alterações súbitas de humor; Dificuldade de concentração; Baixa auto-estima; Desinteresse nas atividades habituais; Falta de energia e Dor nas articulações e nos músculos.

Normalmente, os sintomas da TPM aparecem duas semanas antes do ciclo menstrual, podendo continuar alguns dias durante o período menstrual. Não há soluções mágicas para a TPM, é preciso contar com a compreensão daqueles que convivem diretamente com as mulheres nessa época (maridos, namorados, amigos, filhos).

O legal é começar a se observar e anotar as mudanças de comportamento que você costuma detectar nessa época, assim você consegue saber o que vem junto com a TPM e o que está ligado a sua personalidade.

A TPM varia entre mudança de hábitos e medicações específicas. Para sintomas leves, a orientação é dieta, exercícios físicos e relaxamento. Evitar cafeína, cigarro e álcool é indicado para quem sofre de ansiedade. Analgésicos e acupuntura são recomendados para as dores de cabeça. As mulheres que tem vida sexual intensa podem ter os sintomas aliviados, dado que corresponde a uma atividade física, também recomendada no tratamento da TPM, a qual libera endorfina aumentando a sensação de prazer e bem-estar.

Práticas que podem aliviar os sintomas:

- Exercícios físicos que aliviam a tensão e a depressão;

- Prefira alimentos que sejam diuréticos (morango, alcachofra, agrião);

- Evite marcar compromissos importantes nesse período;

- Levante sua auto-estima, arrume-se e capriche no visual nesse período;

- Faça sexo, para aliviar o estresse e relaxar.

Química do Desejo



Ainda que o visual seja o primeiro e talvez o mais importante estímulo, o jogo da atração sexual tem regras bem mais complicadas, nem sempre claras. É óbvio que corpos sarados e rostos harmônicos sempre fazem sucesso, mas outros atributos, como cheiro e voz, além de características psicológicas como humor, têm se mostrado cada vez mais determinantes para a vitória ou derrota dos participantes dessa verdadeira maratona. Isso é o que destaca a psicologia evolutiva — ciência que estuda os mecanismos adaptativos psicológicos que fazem parte do que chamamos de natureza humana.

Uma substância chamada Complexo de Histocompatibilidade Principal (MHC) é apontada como o segredo do desejo e atração. A substância aparece na saliva, o que explica porque o beijo funciona como um critério de corte. Se o beijo for bom, as chances de o casal acabar na cama aumentam. Porque, além de ser uma oportunidade de verificar a compatibilidade imunológica, ele amplia outros elementos da atração, como cheiro e visão.
Apesar de não nos darmos conta, temos um olfato apuradíssimo para detectar um conjunto de genes conhecido como MHC, que controla o sistema imunológico e influência a rejeição de tecidos. Quanto mais parecido o MHC do casal, maiores as chances de o útero rejeitar o feto. Portanto, nesse caso (e só nesse), a máxima de que os opostos se atraem está corretíssima. Teríamos a capacidade inconsciente de detectar qual o parceiro oferece mais segurança para a reprodução, apenas pelo olfato.(O QUE CHAMAMOS POPULARMENTE DE QUÍMICA)

Outra substância que é responsável, são os feromônios (já citados em outro tópico anterior): que atuam como um sistema de comunicação que funciona melhor entre as mulheres. Existem quatro categorias de feromônios e uma delas é que age sobre o sistema endócrino, regulando a mestruação. Se já repararam, muitas mulheres que convivem juntas, costumam menstruar na mesma época. Tudo por causa dos feromônios que também ajudam a regular a ovulação. Não fosse assim, quando vivíamos em estado natural, ná pré-história, se apenas uma fêmea ovulasse numa época, todos os homens da tribo estaríam voltando sua atenção reprodutiva para a mesma.

Essas reações químicas são tão influentes e complexas que uma pesquisa da revista Evolution and Human Behaviour (EUA), revelou que entre strippers que estavam ovulando e as que não estavam a variação das gorjetas eram de: US$ 70 em média para as que estavam ovulando, US$ 35 para as que estavam mestruando e as que não estavam em ciclo nenhum US$ 50.

Outra curiosidade é o sexercise, recomendado pelo Serviço de Saúde Britânico (NHS) aos súditos da rainha como terapia preventiva a uma série de doenças. Quando é fonte de prazer, o sexo, como toda a atividade prazeirosa é muito benéfica à saúde. Eis alguns benefícios:

- Calma e bem-estar (alívio do estresse), graças à endorfina liberada pelo organismo;

- Alívio de dores pelas substâncias analgésicas também liberadas no organismo;

- Vida longa;

- Prevenção aos problemas cardíacos;

- Menos risco de câncer de próstata;

- Melhoria do sono graças à liberação de oxitocina durante o orgasmo;

- Melhoria do condicionamento muscular;

- Melhoria da textura e qualidade da pele e cabelos.

As Faces do Libido



Conheça os tipos e descubra como se manifestam seus desejos sexuais:

SENSUAL: para este tipo, o sexo é parte importante do relacionamento. Ver que o parceiro está satisfeito na cama aumenta seu prazer, e o orgasmo não costuma ser o mais importante. O sexo é expressão do vínculo emocional e uma maneira de reforçar seus sentimentos pela pessoa amada.

ERÓTICA: para eles, o sexo é quase um hobby. Este tipo gosta de leituras eróticas, brinquedinhos sexuais e adora novas experiências na cama. As transas intensas são importantes para a manutenção do relacionamento. Adoram se sentir desejados e costumam investir em práticas como o suingue e o sexo a três.

DEPENDENTE: este tipo não lida bem com a falta de sexo. Como as relações sexuais são uma forma de aliviar a ansiedade, podem colocar uma pressão desnecessária no parceiro, principalmente se este não tem um nível de desejo compatível com o seu.

REATIVA: quem se enquadra no tipo reativo não costuma pensar em sexo se não estiver em uma relação, e a vida sexual acaba sendo ditada pelo ritmo do outro. Valorizam mais o envolvimento emocional.

“POR DIREITO“: consideram que sua visão do sexo é a ‘correta’ e não precisam de muita variedade para se sentirem satisfeitos. Podem colocar uma pressão desnecessária no parceiro por terem idéias fantasiosas do que outros casais fazem na cama.

VICIOSA: quem tem este tipo de libido precisa de novos parceiros para se sentir valorizado. Podem, inclusive, valorizar uma relação estável e ‘pular a cerca’ de vez em quando. Costumam perder o interesse pelo outro depois da relação sexual.

ESTRESSADA: esse oode estar passando por um momento de falta de confiança em suas habilidades sexuais. Tem medo de não conseguir satisfazer o parceiro e se cobra quando passa por fases de pouco desejo.

DESINTERESSADA: caracteriza as pessoas que não sentem falta do sexo, mas têm dificuldades para assumir essa faceta. Costumam ter relações sexuais para agradar o parceiro. Geralmente, são pessoas que nascem com baixa libido.

DESCONECTADA: neste tipo, o sexo deixa de ser prioridade. Em circunstâncias ideais, valorizam o sexo, mas basta aparecer cobranças excessivas para esquecer do prazer sexual.

COMPULSIVA: neste caso, o sexo não costuma estar ligado a sentimentos. As relações sexuais , em geral, são alimentadas por estados de ansiedade e tensão emocional. Costumam ter certos fetiches e sentem dificuldade de excitação se eles não forem satisfeitos.

Câncer do Colo do Útero


O que é HPV? É a sigla do Papilomavírus Humano. Há mais de 100 tipos diferentes, mas alguns (quatro tipos) são causadores do câncer do colo do útero: HPVs 16, 18, 31 e 45 (Causam 80% dos casos de câncer na região).

Câncer do Colo do Útero: afeta 500 mil mulheres/ano e mata 250 mil (50% delas). è possível curar se detectado no início, mas grande parte das mulheres só descobre em estágio avançado, porque não faz exames regulares no ginecologista. Mulheres, previnam-se!

Transmissão: por contato direto pele a pele.

Prevenção:

1. Exame Papanicolau (anual ou semestralmente). Em alguns casos o médico pode pedir uma colposcopia, exame que permite visualizar lesões mínimas que podem evoluir para tumor;
2. Contato Sexual é a forma de contágio. Usar preservativo ajuda muito, mas não garante 100% de proteção contra o HPV, pois mesmo sem penetração, pode haver contágio pelo contato com a pele. Camisinha: fundamental para proteção contra várias doenças sexualmente transmissíveis (DST) e contraceptivo eficaz.
3. Vacina. Já existe a vacina contra o HPV. Atenção: a vacina não exclui a necessidade de exames ginecológicos periódicos, ao menos 1 vez ao ano.

Previna-se da Candidíase



Agora com a chegada do verão, muito cuidado com os perigos da candidíase. Nestes meses, é comum aparecer uma coceira na região genital, o incômodo vem acompanhado de corrimento esbranquiçado que parece leite talhado, ardência ao urinar e durante as relações sexuais.

A candidíase é causada por um fungo oportunista que aparece principalmente em decorrência da queda da imunidade local. Segundo o ginecologista, alguns fatores que levam a essa queda:

* uso de antibiótico;
* uso de calças justas e de tecido grosso;
* uso de calcinhas de nailon (que abafam a região);
* a própria menstruação;
* a premanência de longos períodos com biquini ou maiô molhado;
* contato com areia contaminada;
* o fungo também pode estar presente no pênis, mas em geral os homens não apresentam sintomas.

Ao primeiro sinal de candidíase a mulher deve procurar logo um ginecologista.

VEJA COMO EVITAR A CONTAMINAÇÃO:

1. Não use papel higiênico perfumado;
2. Prefira calcinhas com fundo de algodão, roupas leves e folgadas;
3. Evite o uso de absorvente interno e mantenha as trocas constantes do tradicional;
4. Procure dormir sem calcinha para ventilar a região;
5. Use preservativo desde o início da relação sexual.

Com os cuidados necessários, seu verão não será acompanhado dessa desagradável companhia.

Absorventes Internos


Os absorventes internos já existiam na Grécia antiga, mas a versão mais moderna, com aplicador completa 80 anos. No Brasil essa novidade surgiu em 1945. O absorvente interno mais conhecido (mas não o único, existem outras marcas como Intimus gel, Tampax, etc), o o.b. foi criado na Alemanha em 1950, sob as iniciais de ohne binden (que quer dizer sem amarras em alemão). Sua criação é creditada a Carl Hahn, médico alemão que se inspirou em um anúncio de jornal. No primeiro ano foram vendidas 10 milhões de unidades.

O o.b. chegou ao Brasil em 1974 e veio cercado de polêmicas, pois havia quem achasse que ao usar poderia perder a virgindade (até hoje há quem pense assim), isso não é verdade. Sempre consulte seu ginecologista, ele pode orientar quanto à possibilidade de uso e qual a versão é mais adequada para você.

Todos os preconceitos e medos que envolvem o absorvente interno, tão útil e confortável se usado correntamente, podem justificar o pequeno mercado se comparado ao consumo de absorventes externos. Segundo a consultoria AC Nielsen, em 2005, os absorventes externos abocanhavam 78,3% do mercado, seguidos de 19% dos protetores diários de calcinha, contra apenas 2,7% dos absorventes internos.

Em 1980, por conta da Síndrome do Choque Tóxico (SCT) – doença causada por bactéria que tem maior incidência em mulheres que ficam com o tampão por mais de 8 horas – , o Rely (da Proctor & Gamble) foi retirado do mercado, pois o produto era capaz de reter o fluxo sem necessidade de ser trocado.

Entre 1997 e 2003, o produto passou a ser comercializado com aplicador, mas não fez muito sucesso no Brasil, dado que a mulher brasileira compra mais a versão manual. Com isso a versão com aplicador foi descontinuada pela Johnson.

Síndrome do Choque Tóxico (SCT)

O único problema comprovadamente associado ao uso prolongado de absorventes internos é a síndrome do choque tóxico (SCT), uma doença rara, mas fatal, causada pela bactéria Staphylococcus aureus, que libera toxinas prejudiciais, principalmente a crianças e mulheres mais jovens que ainda não desenvolveram resistência a ela.

A síndrome foi descoberta nos EUA no início dos anos 80, mas até hoje a medicina não a compreende totalmente.

O que se sabe é que sua incidência é maior (quase metade dos casos) em mulheres que usam absorventes internos, pois eles fornecem um ambiente propício para o desenvolvimento da bactéria, principalmente quando são usados por tempo prolongado. Portanto, é aconselhável que você use os produtos de menor absorção, troque-os a cada oito horas (no Brasil, país tropical, o ideal é trocar de 4 em 4 horas) e, se você estiver fazendo algum tratamento – para um corrimento, por exemplo –, interrompa o uso, porque eles inibem a cura da infecção.

H1N1 – Influenza A (vulgo gripe suína)


A pandemia de Influenza A está se espalhando em uma velocidade sem precedentes, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). Nas pandemias anteriores, os vírus gripais precisaram de mais de seis meses para se propagar tanto como aconteceu com o novo vírus A (H1N1) em menos de seis semanas”, afirmou, em um comunicado, a organização com sede em Genebra.

O número de mortes no Brasil cresceu de 4 para 34 em oito dias. Somente há uma semana o Ministério da Saúde confirmou que o vírus já está circulando no país. Até então, os casos de contágio eram de pessoas que tinham tido algum tidpo de contato com contaminados em outros países (pessoas que haviam estado no exterior).



CASO SUSPEITO DE DOENÇA RESPIRATÓRIA AGUDA GRAVE

Indivíduo de qualquer idade com doença respiratória aguda caracterizada por febre elevada, acompanhada de tosse OU dor de garganta, acompanhado ou não de manifestações gastrointestinais, E dispnéia ou outro sinal de gravidade, por exemplo, ausculta compatível com pneumonia ou quadro clínico, laboratorial ou radiológico compatível com pneumonia.

A presença de pelo menos UM dos sinais abaixo deve alertar o médico para o encaminhamento do paciente ao hospital de referência definido pela SES

Avaliação em adultos

- Confusão mental
- Freqüência Respiratória > 30 mrm
- PA diastólica <> 65 anos de idade

Avaliação em crianças

- Toxemia
- Tiragem intercostal
- Desidratação/Vômitos/Inapetência
- Estado geral comprometido
- Dificuldades familiares em medicar e observar cuidadosamente
- Presença de co-morbidades/Imunodepressão

Fatores de risco para complicações por influenza

- Idade: inferior a dois ou superior a 60 anos de idade;
- Imunodepressão: por exemplo, pacientes com câncer, em tratamento para aids ou em uso regular de medicação imunossupressora;
- Condições crônicas: por exemplo, hemoglobinopatias, diabetes mellitus; cardiopatias, pneumopatias e doenças renais crônicas
- Gestação

Todos os indivíduos que compõem o grupo de risco para complicações de influenza requerem – obrigatoriamente – avaliação e monitoramento clínico constante de seu médico.

Se o quadro clínico inspirar cuidados ou for grave, indicando necessidade de internação, o paciente será encaminhado para um dos hospitais de referência.

Para informações detalhadas, confira o PROTOCOLO DE MANEJO CLÍNICO E VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA DA INFLUENZA, atualizado pelo Ministério da Saúde em 15/07/2009